Director-Geral das Pescas estranha apresamento da embarcação

O director-geral das Pescas disse hoje estranhar o apresamento de uma embarcação de pesca portuguesa no Canadá devido a uma situação eventualmente ocorrida em 2003, porque o assunto nunca foi levantado nas reuniões bilaterais entre os dois países.

Agência LUSA /

Eurico Monteiro explicou à agência Lusa que têm havido contactos intensos entre Portugal e o Canadá para a realização de um protocolo conjunto de cooperação no âmbito das pescas e a questão da embarcação portuguesa em causa nunca foi falada.

O director-geral referiu também que nas reuniões bilaterais com Portugal, o Canadá tem preferido discutir assuntos multilaterais como a questão das águas fora das 200 milhas naúticas do país, gerida pela Organização do Atlântico Noroeste, da qual também faz parte, tal como a União Europeia e outros países.

De acordo com a informação que dispõe por parte das autoridades canadianas, o director-geral das Pescas adianta que a embarcação "Santa Mafalda" foi acusada de em Maio de 2003 ter pescado 150 metros dentro das 200 milhas náuticas da zona de pescas do Canadá.

Eurico Monteiro estranhou ainda o facto de a acusação ser baseada num "avistamento aéreo" das autoridades do Canadá, o que coloca algumas dúvidas sobre a precisão da eventual entrada da embarcação portuguesa.

A embarcação "Santa Mafalda" foi arrestada no domingo depois de sair das ilhas francesas de St Pierre e Miquelon e quando se dirigia para a Terra Nova.

Na altura em que foi apresado, o barco passava por águas canadianas, mas ao abrigo do direito de passagem e como tal com as redes de pesca presas.

O director-geral de Pescas disse ainda à Lusa que o Governo português já solicitou a intervenção da embaixada portuguesa no Canadá.

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