País
Diretor do SIED diz ter enviado informações a empresas
Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), confirma hoje, em entrevista ao Diário de Notícias, que enviou e-mails de sua casa, sobre matéria revelada pelo Expresso, sem confirmar se o destino foi a Ongoing. Carvalho garante que não violou nem o dever de sigilo nem eventuais segredos de Estado.
O ex-diretor do SIED, que agora trabalha para a Ongoing e reporta ao Conselho de Administração da holding, promete todos os esclarecimentos para a sua intervenção na Assembleia da República e acusa o Expresso de "atividades ilícitas": "Estamos a falar da minha correspondência pessoal. Do que me recordo, alguma daquela matéria foi enviada de minha casa, do meu computador pessoal e mail particular. Acho estranho que o Expresso tenha utilizado esse tipo de fonte. É muito possível que entre uma ação de violação de correspondência privada esta semana".
No entanto, e apesar de falar em correspondência enviada de sua casa, Jorge Silva Carvalho garante que só enviou essa informação com autorização superior: "Os serviços de informação não colaboram, por regra, com as empresas privadas. As empresas privadas podem ou não ser estratégicas para os interesses do Estado e só nessas circunstâncias há essa colaboração", esclarece o ex-diretor do SIED. "Em qualquer caso que o Estado tenha determinado isso, possa garantir que tudo foi feito dentro da lei, registado, documentado, com autorização superior."
Rejeitando qualquer conflito pessoal com a Impresa, Jorge Silva Carvalho deixa nas entrelinhas críticas a Balsemão: "Houve uma altura em que alguém pôs a circular que nós [Ongoing] éramos 'perigosos'. Mas perigoso é quem utiliza os seus meios para tentar liquidar uma pessoa, como aconteceu este sábado no Expresso. Perigoso é quem anda na política, no empresariado, na economia e no jornalismo há mais de 20 anos".
No entanto, e apesar de falar em correspondência enviada de sua casa, Jorge Silva Carvalho garante que só enviou essa informação com autorização superior: "Os serviços de informação não colaboram, por regra, com as empresas privadas. As empresas privadas podem ou não ser estratégicas para os interesses do Estado e só nessas circunstâncias há essa colaboração", esclarece o ex-diretor do SIED. "Em qualquer caso que o Estado tenha determinado isso, possa garantir que tudo foi feito dentro da lei, registado, documentado, com autorização superior."
Rejeitando qualquer conflito pessoal com a Impresa, Jorge Silva Carvalho deixa nas entrelinhas críticas a Balsemão: "Houve uma altura em que alguém pôs a circular que nós [Ongoing] éramos 'perigosos'. Mas perigoso é quem utiliza os seus meios para tentar liquidar uma pessoa, como aconteceu este sábado no Expresso. Perigoso é quem anda na política, no empresariado, na economia e no jornalismo há mais de 20 anos".