Diretor executivo do SNS garante que serviço "está a responder melhor do que no passado" e nega falta de macas

O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, garante que o SNS está a responder bem e que os problemas relatados nas últimas semanas são "questões pontuais".

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
José Sena Goulão - Lusa

Em entrevista à RTP, o diretor executivo do SNS repetiu as palavras do primeiro-ministro ao afirmar que o SNS "está a responder melhor do que no passado" e negou que haja falta de macas nos hospitais.

“O SNS está a responder melhor do que no passado. O problema é que estamos a atravessar uma epidemia de gripe que causa constrangimentos nos serviços de saúde”, explicou Álvaro Almeida, em entrevista à RTP no Telejornal, esta quinta-feira.

Questionado repetidamente sobre as três mortes alegadamente relacionadas com atrasos no INEM, Álvaro Almeida rejeitou responder, argumentando que estão a decorrer inquéritos e que a direção executiva do SNS “não tem intervenção direta na emergência pré-hospitalar”.

“Se as pessoas esperam demasiado tempo pelo socorro, alguma coisa correu mal. Mas temos de esperar pelos inquéritos para apurar o que correu mal”, disse.
O INEM diz que o problema não é falta de ambulâncias mas sim as macas que ficam retidas nos hospitais. No entanto, Álvaro Almeida rejeita que haja falta de macas nos hospitais.

“Os hospitais do SNS estão a responder sob pressão e não há falta de macas nos hospitais”
, garantiu, afirmando que “há uma grande confusão, misturam-se vários assuntos ao mesmo tempo”.

“Não há falta de macas. O que há é determinados picos de procura em que convergem para as urgências vários doentes em maca. O que acontece é que os doentes chegam, têm de ser triados e só depois é que são transferidos das macas dos bombeiros para as dos hospitais”, explicou.

“Se houver um grande afluxo de doentes, a capacidade de triagem dos hospitais é limitada, o que faz com que as últimas ambulâncias tenham de esperar muito tempo para esperar a triagem. O que faz com que o tempo de permanência das ambulâncias nos hospitais nesses picos possa ser muito superior ao habitual”, continuou.

Apesar disto, o diretor-executivo do SNS garante que “os serviços estão preparados para gerir estes picos pontuais e a demora adicional que ocorre todos os anos no Inverno”.

“Os portugueses podem estar confiantes que o SNS responde”, garante. “Há sempre algumas coisas que correm menos bem, mas são questões pontuais e uma enormíssima percentagem dos casos corre bem”.

Durante o debate quinzenal desta quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM e entre 400 e 500 camas adicionais nos hospitais.

Álvaro Almeida diz que as camas adicionais “vão ser uma ajuda importante para os hospitais poderem ter uma maior capacidade de resposta e, dessa forma, estarem menos pressionados”.


Os problemas na saúde marcaram o debate desta quinta-feira. Luís Montenegro abriu o debate a lamentar as três mortes na sequência de atrasos no socorro do INEM, mas saiu em defesa da ministra da Saúde e rejeitou a sua demissão.

Apesar das dificuldades, o primeiro-ministro disse que o SNS está a responder com mais rapidez do que há um ano.
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