Disfunção Erétil: um sinal de doença cardíaca

por RTP

Homens que sofrem de disfunção erétil têm um risco 59% maior de sofrer de doenças cardíacas coronárias e 34% maior probabilidade de sofrer um AVC do que outros sem sintomas de impotência, revela um estudo publicado pela Sociedade Internacional de Medicina Sexual.

Homens que sofrem de disfunção erétil podem enfrentar outros problemas para além de eventual frustração sexual. De acordo com um novo estudo, publicado pela Sociedade Internacional de Medicina Sexual, ter disfunção erétil é uma condição que, na maioria dos casos, está relacionada com doenças cardíacas.

Na investigação, em que participaram mais de 150 mil homens, concluiu-se que os que sofrem de disfunção erétil têm 59% de maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas coronárias e 34% de mais probabilidade de sofrer de um derrame.

De acordo com o cardiologista Ron Bankstein, existem razões médicas irrefutáveis para acreditar que os problemas no órgão sexual masculino indiciam futuras oclusões arteriais, como no cérebro (provocando um AVC), ou no coração (levando à ocorrência de ataques cardíacos).

Na maioria dos casos de impotência, verifica-se que a artéria peniana, responsável pelo fluxo sanguíneo no pénis, tem um diâmetro reduzido o que impede o fornecimento de sangue suficiente para alcançar a ereção. Esta característica é um dos primeiros alertas para a possibilidade de existir uma doença cardíaca.

Face ao cenário de impotência, é então fundamental procurar sinais que sugiram a presença de doenças cardíacas. Desde a presença anormal de açúcar no sangue, ao colesterol elevado ou à pressão arterial. Bankstein recomenda por isso a realização de um exame médico completo.