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Os danos e a evolução do estado do tempo

Mau tempo. Bacia do Mondego de novo em situação de risco

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Mau tempo. Bacia do Mondego de novo em situação de risco

A Proteção Civil pediu precaução às populações que estão nas zonas de risco de inundação, sendo a zona do Mondego a que preocupa mais as autoridades. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução do estado do tempo em Portugal.

Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


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Momento-Chave
RTP /

"Prevenção máxima". Terminou a reunião entre Governo e autarquias em Coimbra

Terminou a reunião entre o Governo e as autarquias, em Coimbra. O nível do rio Mondego subiu no espaço de uma hora.

"Tudo o que pode ser feito está a ser feito", garantiu o presidente da República aos jornalistas, em Coimbra.

Também o primeiro-ministro assegurou que "está tudo em prevenção máxima".

"Estamos com um nível de exigência (...) muito elevado", disse Luís Montenegro.
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Momento-Chave
RTP /

Primeiro-ministro cancela ida a Bruxelas devido a situação de calamidade e risco de cheias

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, cancelou hoje a sua participação no retiro informal de líderes da União Europeia (UE), que se realiza na quinta-feira na Bélgica e será dedicado à competitividade europeia, devido à situação de calamidade em Portugal.
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Momento-Chave
Andreia Brito, Frederico Moreno - Antena 1 /

"A situação é muito dramática". Famílias e empresas de Leiria com muitas dificuldades por causa das tempestades

Duas semanas após a passagem da tempestade Kristin que assolou Leiria, o programa da Antena 1, Consulta Pública, foi ao terreno perceber como estão as pessoas e o que lhes falta, quando ainda se fazem sentir os efeitos do mau tempo.

Marcelo Sousa, vice-presidente da Associação Empresarial da Região de Leiria, não tem dúvidas: “a situação é muito dramática”. Revela que entre as empresas que se mantêm a funcionar com fragilidades e aquelas que pararam, “o drama são as empresas que não sabem se vão voltar a funcionar”. E avisa que “isso não afeta só as empresas, mas todos os setores. Só sabemos que vai ser negativo”. 

A vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria subscreve os receios dos empresários, até porque, defende, se as medidas de apoio anunciadas pelo Governo não forem colocadas em prática “corremos riscos em termos de coesão social”.

Anabela Graça destaca, no entanto, a situação das famílias afetadas pela intempérie. “Ninguém aguenta duas semanas sem luz. Isto é terrível para as famílias. Tem um efeito psicológico brutal nas pessoas”. E conclui: “muitas famílias vivem sem dignidade”.

As famílias são também a preocupação de Nélson Costa. O diretor de Serviços da Cáritas Diocesana de Leiria alerta para o facto de “as vidas das pessoas ficaram em suspenso e tudo isto tem um impacto psicológico nas famílias, nas crianças, nos jovens”.

Entrevistado no Consulta Pública, José Ferrari Careto, o presidente da E-Redes, garantiu que "partilhamos a preocupação de todos com o facto de haver instalações sem energia. Estamos a fazer tudo o que é possível para fazer um restabelecimento muito rápido".

José Lino é uma das pessoas que viu a casa e o seu negócio ser afetado pela tempestade e contou à repórter Diana Craveiro as maiores dificuldades que ainda enfrenta, duas semanas depois da passagem da Kristin.
Especialistas são unânimes: falta planeamento e prevenção

Marco Martins, vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, destaca que "podia ter sido feito algo muito diferente na antecipação”. E dá um exemplo: "os cabos elétricos deviam sem subterrâneos e não aéreos. Continuamos ainda hoje a ter essa situação problemática”.

"A tempestade evidenciou vulnerabilidades estruturais”, a afirmação é de Rafael Caldeirinha. O professor do Instituto Politécnico de Leiria e especialista em comunicações críticas relembra aquilo que fragiliza o país: “uma dependência critica em energia elétrica, falta de redundância e a autonomia limitada das baterias

Para Osvaldo Tavares, coordenador de operações da Cruz Vermelha Portuguesa, “a nossa cultura não é de prevenção”. E questiona “porque é que nas escolas não existe um programa de cultura de prevenção no âmbito da proteção civil?

As alterações climáticas não são uma novidade. Têm sido estudadas por investigadores como Miguel Moreira. O engenheiro do Ambiente e investigador no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra revela que “sabíamos que este tipo de fenómenos, mais cedo ou mais tarde, iriam acontecer. Não sabíamos quando e com que intensidade”. E deixa dois avisos: “Sabemos que (estes fenómenos) vão voltar a acontecer e o país não está preparado”.

As construções ilegais são destacadas por Ricardo Duarte. O vice-presidente do Conselho Diretivo da Região Centro da Ordem dos Engenheiros afirma que “onde temos soluções menos robustas, sem acompanhamento técnico adequado e sem licenciamento... soluções clandestinas, foram as primeiras a serem afetadas e danificaram o que estava bem feito”.

Este é o momento em que a população de Leiria procura apoios e orientação para reconstruir o que a tempestade destruiu. A repórter Diana Craveiro esteve no gabinete Reerguer Leiria, criado pela Câmara Municipal de Leiria, onde encontrou Emília Pinheiro que ficou sem telhado, sem chaminé, sem painéis solares e agora precisa de ajuda para fazer face aos danos.
O programa Consulta Pública é moderado por Frederico Moreno.
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Momento-Chave
RTP /

Bacia do Mondego está de novo em situação de risco

O rio Mondego voltou a atingir a situação de risco, tal como aconteceu no sábado, com um nível hidrométrico acima dos quatro metros na ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra.

A estação hidrométrica de Santa Clara apresentava, pelas 13h00, um nível de 4,08 metros, o mais alto desde o início das inundações na zona do Baixo Mondego. Segundo dados do portal Info Água, para além da altura de água na ponte de Santa Clara, em nível de risco (vermelho), o débito de água a jusante, na Ponte-Açude, ultrapassou às 12h00 de hoje os 1.900 m3/s e continua a subir.

A barragem da Aguieira também tem vindo a subir a percentagem de água acumulada (cerca de 87%), tendo aumentado a libertação de água, nas últimas horas, para os 725 m3/s, quase o dobro do que se registava às 20h00 de terça-feira.

Por outro lado, ao início da tarde de hoje continuavam a subir os níveis nas pontes da Conraria e Cabouco, no rio Ceira, afluente do Mondego a montante de Coimbra, ambas no nível de alerta (amarelo).

Na ponte do Cabouco, a cerca de cinco quilómetros (km) do ponto onde o Ceira desagua no Mondego, a altura de água atingia, à mesma hora, 3.95 metros, com um caudal de 203 metros cúbicos por segundo (m3/s).

Já na ponte da Conraria, localizada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, e onde este rio recebe água de um seu afluente, o Dueça, o nível hidrométrico atingia, às 13:15, um pouco mais de seis metros, para um caudal de cerca de 424 m3/s.

O valor de altura de água na Conraria continua hoje a subir e é superior à anterior altura máxima (5,22 metros registados em 1988), mas, ainda assim, ligeiramente inferior aos valores registados ao final da tarde de terça-feira.

Na noite de terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou para "o risco claro" das margens do Mondego -- rio que corre num canal artificial no Baixo Mondego - poderem colapsar e provocarem uma situação de cheia generalizada e descontrolada, face às previsões de forte precipitação.

A situação no Baixo Mondego levou a uma operação de emergência que previa a retirada de cerca de 3.500 pessoas de zonas ribeirinhas dos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho.

A zona do Baixo Mondego tem, há mais de uma semana, mais de 6.000 hectares inundados nos campos agrícolas do vale central e da ribeira de Foja (margem direita), mas também junto aos afluentes Ega, Arunca e Pranto, na margem esquerda, com alturas de água que chegam aos 2,5 metros em alguns locais.

C/Lusa
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RTP /

Associação comercial de Leiria diz que impacto é bastante significativo

A Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis) revelou hoje que o impacto da depressão Kristin é bastante significativo para os associados e disse não acreditar que os apoios diretos sejam suficientemente abrangentes.
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RTP /

Associação de viticultores reclama apoios imediatos para o Douro

A Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense) reclamou hoje apoios diretos e imediatos para os agricultores do Douro afetados pelo mau tempo, que deixou "prejuízos devastadores" que "ameaçam centenas" de explorações agrícolas.
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Alcácer do Sal
Lusa /

Farmácia provisória deve abrir esta quarta-feira

Uma farmácia provisória deverá começar a funcionar hoje em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, depois de as duas existentes na cidade terem fechado devido aos danos provocados pelas cheias, revelou a presidente do município.

A autarca de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, explicou à agência Lusa que a farmácia provisória da Santa Casa da Misericórdia local vai funcionar num edifício localizado numa zona alta da cidade alentejana.

"É um local provisório, só para podermos dar resposta à população, porque as duas farmácias que tínhamos ficaram inundadas e as mais próximas ficam no Torrão", neste concelho, em Águas de Moura, no concelho de Palmela, ou em Grândola, disse.

Clarisse Campos salientou que tem sido o município, em articulação com o centro de saúde, a ir a estas farmácias "levantar os medicamentos com as receitas" e a entregar os fármacos aos utentes.

"A câmara municipal tem estado a fazer esse serviço praticamente para todas as pessoas, não só para aquelas que não se podem deslocar", frisou.

Assinalando que a abertura desta farmácia provisória "estava pendente no Infarmed", a autarca revelou ter pedido à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante a visita que esta efetuou a Alcácer do Sal, para que o processo fosse agilizado.

"É fundamental que haja uma certa normalidade também no acesso aos medicamentos", acrescentou.

Situadas na zona ribeirinha de Alcácer do Sal, as duas farmácias estão encerradas há cerca de uma semana, depois de terem ficado com danos na sequência das cheias que estão a assolar a cidade.

Esta manhã, a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, voltou a ficar inundada devido à subida do caudal do rio Sado.

Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens" devido à chuva.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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A 100%
Lusa /

PCP quer "lay-off" a 100% e aumento de apoios para quem perdeu rendimentos

O PCP propôs hoje um regime de `lay-off` que assegure pagamento de 100% dos salários dos trabalhadores atingidos pelo mau tempo e o aumento para 1,5 IAS do apoio para quem perdeu rendimentos.

As propostas constam de um pacote de medidas do PCP para responder às consequências das tempestades em Portugal continental apresentadas hoje, na Assembleia da República, por Paula Santos, líder parlamentar da bancada comunista.

A deputada do PCP assumiu como prioritário, nesta altura, proteger os salários dos trabalhadores através de um regime de `lay-off` a 100% como "já foi adotado noutros momento de emergência do país", mas sem especificar um teto concreto para os rendimentos abrangidos por este apoio.

O Governo tinha comunicado que aos trabalhadores abrangidos pelo `lay-off` simplificado, na sequência dos impactos da depressão Kristin, seria garantido 100% do vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros. Porém, de acordo com o que foi noticiado pelo Jornal de Negócios e a TSF, o diploma publicado em Diário da República pelo executivo prevê cortes salariais acima dos 920 euros.

O PCP quer também um aumento para 1,5 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), correspondentes a cerca de 805 euros, dos apoios a quem perdeu rendimentos devido às tempestades.

O partido propõe um aumento de 100% no subsídio diário dos bombeiros envolvidos nas operações de socorro e quer que o apoio para a reconstrução de habitações seja aumentado para 20 mil euros, superior ao apoio de até 10 mil euros por habitação anunciado pelo Governo.

Para a agricultura e florestas, o PCP propõe um reforço de verbas de 80 milhões de euros. O partido quer também ver garantida a recuperação a 100% de todo o edificado de equipamentos públicos que ficaram danificados devido às últimas semanas de mau tempo.

"É necessário também o combate à especulação, vemos a necessidade neste momento, por exemplo, em particular de materiais de construção civil para a reparação quer das habitações quer dos edifícios públicos e é preciso haver aqui uma intervenção firme por parte do Governo", pediu Paula Santos.

Questionada sobre o custo deste conjunto de medidas, a líder parlamentar afirmou que os 2,5 mil milhões de gastos previstos pelo Governo são insuficientes para responder à dimensão dos impactos e pediu a mobilização de fundos comunitários, porém não detalhou valores concretos.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Momento-Chave
RTP /

Derrocadas e aluimentos em várias regiões do país

A chuva continua a provocar derrocadas e aluimentos em várias regiões do país. Em Ponte da Barca, 23 pessoas continuam sem poder regressar a casa.

Foto: Filipe Amorim - Lusa

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Momento-Chave
Coimbra
Lusa /

Pessoas retiradas de casa ficam retidas pelo menos até quinta-feira

As pessoas que foram sendo retiradas desde a noite de terça-feira de zonas de risco de cheia no concelho de Coimbra estarão impossibilitadas de regressar a casa pelo menos até quinta-feira, afirmou fonte da Proteção Civil regional.

"Vão ter que estar fora [de casa] forçosamente, por uma questão de segurança. Só quando houver segurança é que poderão voltar. E nós ainda temos indicação de picos para amanhã [quinta-feira]", disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares.

Segundo o responsável, o processo de retirada de pessoas de zonas de risco no concelho de Coimbra ainda "está em curso". Durante a noite, houve sobretudo uma preocupação em retirar as pessoas "com pouca mobilidade".

"Agora, as restantes pessoas é mais fácil retirar e vão saindo aos poucos, e os avisos estão a ser feitos", esclareceu Carlos Luís Tavares, referindo que a Proteção Civil, em conjunto com o município, tem gerido esse processo.

Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco, revelou hoje fonte do município.

Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.

Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.

O risco de inundações numa parte do concelho levou ao encerramento hoje de todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila, assim como o Portugal dos Pequenitos.

Segundo Ana Abrunhosa, seriam retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).

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Momento-Chave
"Forte e eficaz"
Lusa /

Carneiro propõe a Montenegro comando operacional com coordenação política

 Em visita a Arruda dos Vinhos, O secretário-geral do PS propôs ao primeiro-ministro a ativação de um comando operacional que permita uma resposta integrada do Governo aos efeitos do mau tempo, propugnando um "comando político forte e eficaz" em permanência.

"Eu quero fazer uma proposta construtiva mais uma vez ao primeiro-ministro, e a proposta construtiva é para que ative um comando operacional para garantir uma interlocução única na resposta integrada que o Governo deve dar ao conjunto destas catástrofes que se abateram sobre os territórios", afirmoou José Luís Carneiro.

O líder do PS e antigo ministro da Administração Interna defendeu a "ativação de um comando operacional com um comando político forte e eficaz" e "equipas multidisciplinares que acompanhem ao minuto, à hora, o que está a passar em todo o país".

"É absolutamente decisivo e é, do meu ponto de vista, condição essencial para responder às pessoas", insistiu, para depois apelar ao prolongamento da situação de calamidade "pelo menos por três meses".

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Momento-Chave
RTP /

Diques do Mondego em risco de colapsar

Os diques do rio Mondego podem mesmo colapsar. Há ordem para serem retiradas de casa três mil pessoas. A presidente da câmara de Coimbra deixa o alerta: se houver rebentamento é como uma bomba.

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RTP /

Margens do Mondego em alerta levam à retirada de moradores

Em Coimbra, a noite foi de sobressalto para quem vive junto ao Mondego. Três lares de idosos evacuados e a polícia andou de porta em porta para que os moradores saíssem das zonas de maior risco.

Foto: Paulo Novais - Lusa

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RTP /

Arribas em Porto Brandão e Costa de Caparica em risco derrocada

Evacuação de emergência em Porto Brandão. A decisão é da câmara municipal de Almada e por causa do risco de derrocada nas arribas. Na Costa de Caparica, somam-se 31 desalojados.

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Leiria
Lusa /

Câmara já gastou 12 milhões de euros em limpeza e recuperação

O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho, anunciou hoje o presidente, Gonçalo Lopes.

"A Câmara de Leiria gastou em 15 dias de guerra 12 milhões de euros", afirmou Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.

O montante, que a autarquia espera possa ser coberta por seguros e medidas de apoio, diz respeito a combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas prefabricadas ou equipamentos.

Na sessão, Gonçalo Lopes afirmou que, no dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, "começou uma guerra", para salientar que o ambiente em Leiria é de guerra depois de o inimigo ter, "em poucos minutos", destruído "anos de construção coletiva".

E a resposta tem de ser coletiva, sustentou o autarca.

"Temos de estar todos juntos para voltar a reerguer uma região e torná-la outra vez líder" na economia ou no bem-estar e, dirigindo-se aos empresários, "mesmo com muito do património destruído, muitos sem comunicação e sem eletricidade", considerou que a presença daqueles é "sinal de que não querem baixar os braços".

Na sessão na qual apresentou, com recurso a imagens aéreas, "o antes e o depois" de vários espaços do concelho, incluindo zonas industriais, o presidente da Câmara observou que esta guerra foi democrática, pois atingiu pequenas, médias e grandes empresas, ou o rico ou o pobre.

Referindo-se à depressão Kristin como o inimigo que atacou "aquilo que é fundamental numa sociedade", a eletricidade, afetando, por essa via, a distribuição de água e as comunicações, o autarca defendeu a necessidade de "olhar para o estado em que ficou" a região e definir uma "estratégia de recuperação".

No caso de Leiria, explicou que a autarquia juntou à fase humanitária a fase de reconstrução e alertou para o estado da indústria.

"Se há setor que está afetado é a indústria e não é a indústria da nossa região, é a indústria de Portugal, porque nós fazemos parte das cadeias de fornecimento. E, portanto, ou de facto há rapidamente um apoio concreto para levantarem as nossas fábricas ou vamos ter desemprego e vamos ter um retrocesso na nossa economia muito grave nos próximos tempos", avisou.

Quinze pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Momento-Chave
Rio Sado
Lusa /

Avenida em Alcácer do Sal novamente inundada

A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou hoje de manhã a ficar inundada, devido à subida do caudal do rio Sado, revelou a presidente da câmara municipal.

Em declarações à agência Lusa, Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.

"As barragens estão a descarregar e, com esta coincidência, elevou-se o nível e voltámos a ter água na zona mais baixa, que inunda em primeiro lugar, a Avenida dos Aviadores", realçou.

Segundo a presidente do município, com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrozinha, uma zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas.

"Mas esperamos que, quer nos Casebres, quer na Barrozinha, consigamos passar até ao final do dia", adiantou.

Clarisse Campos previu que, até haver um período mais prolongado sem chuva e em que as barragens possam ganhar espaço para armazenar água, sempre que a maré cheia coincidir com as descargas a zona mais baixa da cidade vá inundar.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Emergência económica
Lusa /

Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas

O NERC - Associação Empresarial da Região de Coimbra exigiu hoje respostas claras e medidas ajustadas à dimensão da emergência económica da região, após a passagem da depressão Kristin e das tempestades que se seguiram.

"As medidas atualmente enquadradas em programas disponíveis, como o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) e outros instrumentos de apoio disponibilizados, continuam a exigir procedimentos idênticos aos de uma candidatura regular, desfasados da urgência real que as empresas enfrentam", denunciou aquela estrutura, em comunicado.

A NERC entende que "estes mecanismos [medidas de apoio] devem ser adaptados à excecionalidade do momento, com processos simplificados, avaliação contínua e prioritária à medida da entrada dos pedidos e, sobretudo, com critérios que considerem a urgência de sobrevivência das atividades económicas".

Para a associação, a manutenção de procedimentos administrativos convencionais, sem adaptação à gravidade da situação, "poderá provocar um ciclo de falências em cadeia e um aumento significativo do desemprego, com efeitos diretos nos ciclos económicos e produtivos das empresas da região".

A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à indústria, passando pelos serviços, turismo e agricultura.

"As dificuldades resultam não apenas da interrupção direta da atividade, mas também de infraestruturas danificadas, acessos cortados e da consequente paragem económica, originando elevados prejuízos por lucros cessantes", lê-se no comunicado.

A nota alerta para que, sem uma intervenção célere do Governo, da Estrutura de Missão da Reconstrução da Região Centro, do IAPMEI e das entidades regionais (CCDRC e CIM), ajustada à realidade do terreno, estas empresas poderão não resistir ao período necessário para reposição da normalidade.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Coimbra
RTP /

Presidente e primeiro-ministro acompanham resposta

Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro deslocaram-se a Coimbra, onde estarão a acompanhar a resposta das autoridades ao risco acrescido de inundações, face ao que as autoridades consideram ser a iminência de rutura dos diques do Rio Mondego.
Jornal da Tarde | 11 de fevereiro de 2026
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Lusa /

Reposição de antenas do SIRESP destruídas custa seis milhões de euros

A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.

Em audição hoje de manhã na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.

O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".

O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.

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RTP /

Apoios ainda por pagar foram apresentados "essencialmente em janeiro"

Os pedidos de apoio que aguardam resposta mais de meio ano após os incêndios do verão passado foram apresentados "essencialmente em janeiro", garantiu hoje o ministro da Presidência, salientando que tem havido dificuldade em agendar vistorias.
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RTP /

Risco de inundação. Proteção Civil pede precaução às populações

Proteção Civil pede precaução às populações que estão nas zonas de risco de inundação. O rio Mondego, o Tejo, o Sorraia, o Vouga, o Águeda e o Sado mantêm-se em risco significativo de inundação.

Em conferência de imprensa, o comandante Nacional da Proteção Civil considerou que, havendo o risco de rompimento de algum dique do rio Mondego, foram tomadas medidas preventivas como a evacuação e retirada de pessoas com dificuldade de mobilidade.
Mário Silvestre pediu "particular atenção aos rios que têm escoamentos rápidos" e sem campos agricolas perto, porque a subida do caudal é maior.

Até ao momento, há 12 planos distritais ativados, 125 planos municipais, 15 declarações de situação de alerta e ainda o plano especial da bacia do Tejo no nível vermelho.

Houve, até agora, 14.325 ocorrências, envolvendo 49.315 operacionais e 19.887 meios. 


A situação da região de Coimbra e Figueira da Foz, devido ao risco de rompimento dos diques do Mondego, é a que preocupa mais as autoridades neste momento.
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Lusa /

Desastres naturais causam perdas seguradas de 106.681 milhões de euros em 2025

As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.

António Antunes - RTP

De acordo com o Relatório Anual sobre Clima e Catástrofes da companhia de seguros e resseguros Aon, divulgado hoje, as perdas globais, que se situaram em 260.000 milhões de dólares (cerca de 218.402 milhões de euros), registaram o seu valor mais baixo desde 2015.

A divergência entre os dois tipos de perdas deve-se ao facto de eventos graves frequentes nos Estados Unidos gerarem perdas seguradas significativas, mesmo em anos com atividade de risco abaixo da média, uma vez que nos mercados emergentes mais de metade das perdas económicas não estão seguradas.

Mais de 54% das perdas globais por desastres naturais em 2025 ocorreram nos Estados Unidos, com as perdas seguradas nesse país a representaram 81% das perdas globais do setor.

As seguradoras cobriram cerca de metade das perdas económicas globais em 2025, deixando uma lacuna de proteção de 51%, a mais baixa já registada.

Em 2025, foram registados 49 eventos com perdas económicas superiores a 1.000 milhões de dólares (cerca de 840 milhões de euros), enquanto 30 eventos ultrapassaram os 1.000 milhões de dólares em perdas seguradas.

Segundo o relatório, as tempestades convectivas graves são, neste século, o risco segurado mais caro, superando os ciclones tropicais, devido à maior frequência e gravidade desse tipo de eventos nos Estados Unidos.

Só em 2025, este tipo de tempestades gerou 61.000 milhões de dólares (cerca de 51.240 milhões de euros) em perdas seguradas, o terceiro total anual mais elevado registado.

Os incêndios florestais na Califórnia, em conjunto, causaram 58.000 milhões de dólares (cerca de 48.720 milhões de euros) em perdas económicas e 41.000 milhões de dólares (cerca de 34.440 milhões de euros) em perdas seguradas.

No caso da região da Península Ibérica (Espanha e Portugal), indicou que em 2025 as perdas seguradas ficaram abaixo da média dos anos anteriores.

No ano passado, a seca e os incêndios florestais causaram em Espanha e Portugal perdas económicas estimadas em cerca de 1.800 milhões de dólares (cerca 1.512 milhões de euros), mas o impacto na indústria seguradora não foi relevante.

Segundo o relatório, 42.000 pessoas morreram devido a catástrofes naturais em 2025, principalmente devido a terramotos e ondas de calor, um número 45% abaixo da média do século XX.

Em 2025, o terceiro ano mais quente já registado, o calor extremo causou mais de 25.000 mortes em todo o mundo e continuou a ser uma das principais causas de mortalidade associada a desastres naturais.

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RTP /

Populações de Montemor-o-Velho em risco

Em Montemor-o-Velho, as populações estão preocupadas. Há muitas habitações e 60 pessoas em risco, caso rebente algum dique do Mondego.

As autoridades têm estado a alertar as pessoas e a retirar as de maior risco.
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RTP /

Balanço E-Redes: ainda 30 mil clientes sem energia

"Subsistem cerca de 30k clientes sem energia, o que continua a justificar todos os esforços que estamos a desenvolver, ininterruptamente desde o início dos trabalhos, para que toda a situação fique ultrapassada", refere a empresa em comunicado enviado às redações.

"O número de clientes sem energia no total do continente varia em função de avarias, na sua maioria, provocadas pelas condições atmosféricas, sendo, às 08h00 de hoje de 39k clientes afetados", confirma a empresa.
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RTP /

Retomam evacuações em Coimbra

A autarquia de Coimbra receia que a situação agrave e retomou as evacuações.
As escolas da margem esquerda de Coimbra estão encerradas, devido ao risco de inundações.
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RTP /

Presidente da República, primeiro-ministro e secretário de Estado da Proteção Civil a caminho de Coimbra

Presidente da República, primeiro-ministro e secretário de Estado da Proteção Civil vão para Coimbra.
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RTP /

Localidade de Porto Brandão, Almada, evacuada por risco de deslizamento de terras

A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas.
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RTP /

Câmara de Castelo Branco lança campanha para reflorestar o concelho

A Câmara Municipal de Castelo Branco lançou uma campanha de reflorestação para o concelho para mitigar a queda de centenas de árvores na sequência na passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo território.
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RTP /

Estrutura de Missão anuncia que PRR vai ter nova revisão "o mais rápido possível"

A Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP) anunciou, no parlamento, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá uma nova revisão devido às consequências do mau tempo, que será entregue brevemente. 

"[...] Vamos assumir uma revisão do PRR, com base nas consequências derivadas da tempestade", admitiu o presidente da EMRP, Fernando Alfaiate, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial.

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin defendeu também a necessidade de se fazer "urgente e bem" e garantiu haver vontade para tornar mais resiliente o território.
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RTP /

Situação em Águeda melhorou

Em Águeda, a situação melhorou. Ainda assim, o rio ainda está cheio e a margem direita está alagada.

Na terça-feira, a água subiu muito mas as cheias foram controladas pelo centro de drenagem. Ainda assim, houve estradas cortadas na margem esquerda da cidade.
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RTP /

Debate quinzenal com Montenegro adiado para sexta-feira

Na base da decisão do Parlamento está o agravamento da situação meteorológica nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. Nenhum partido se opôs ao reagendamento do debate, apesar de a Iniciativa Liberal defender que só deveria acontecer na próxima semana.

António Antunes - RTP

Está confirmado. Foi adiado para a próxima sexta-feira, às 10h00, o debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.

As movimentações, nos corredores do Parlamento, tendo em vista o adiamento do debate haviam sido confirmadas à Antena 1, esta manhã, pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. 

O presidente da Assembleia da República consultou os membros da conferência de líderes sobre o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro. Ninguém se opôs ao reagendamento do debate.

A nova data está já confirmada no site da Assembleia da República.

A Iniciativa Liberal defendeu o adiamento do debate quinzenal para a próxima semana e não para sexta-feira, por recear que a situação em Coimbra não esteja resolvida nos próximos dias.

Mariana Leitão adiantou em conferência de imprensa que o partido quer este debate adiado para a próxima semana e não para esta sexta-feira, como ficou definido após proposta do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, "uma vez que não há nenhuma garantia que nas próximas 48 horas a situação esteja menos complicada do que atualmente".

"É muito importante que o primeiro-ministro, agora que tem também a tutela do Ministério da Administração Interna, esteja presente, coordene as autoridades que têm de atuar para garantir que esta situação decorre com o mínimo de impacto possível", defendeu, referindo-se ao risco de colapso de diques do Rio Mondego, em Coimbra.
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RTP /

Noite tranquila em Ovar onde mercado municipal está disponível para estacionamento

A noite foi “tranquila” em Ovar em termos de mau tempo, disse hoje de manhã fonte dos bombeiros locais, e a Câmara continua a disponibilizar o recinto do Mercado Municipal para estacionamento de viaturas habitualmente parqueadas junto ao rio. A medida foi implementada por essa autarquia do distrito de Aveiro para garantir um espaço de estacionamento mais seguro aos moradores que residem junto ao rio Cáster, para evitar situações como a que terça-feira levou à inundação de carros e garagens coletivas devido ao rápido extravasar desse curso de água no centro da cidade.
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RTP /

Cinco deslizamentos de terra em Ponte da Barca

Em Ponte da Barca, 23 pessoas continuam desalojadas devido às derrocadas. Não há previsão de quando poderão regressar.

Não há condições de segurança para repor as estradas e as habitações, uma vez que continuam as chuvas fortes.

Houve pelo menos cinco deslizamentos na zona e há mais habitações e estradas em perigo por ameaça de derrocada.
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RTP /

Valada, no Cartaxo, continua isolada

Em Valada, no Cartaxo, as populações estão isoladas devido às inundações. O caudal do rio Tejo está a descer, mas com a precipitação das últimas horas há o risco de novas inundações.

A circulação está a ser realizada em botes, conduzidos por bombeiros.
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RTP /

Estradas cortadas em Peso da Régua. Centenas de ocorrências na zona do Douro

Na região do Douro houve centenas de ocorrências, na maioria dos casos eram derrocadas e deslizamentos de terra. Os terrenos estão muito saturados.

Há várias estradas já condicionadas, dificultando os acessos.
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RTP /

Governo pede às populações em zona de risco que respeitem indicações das autoridades

O ministro da Presidência apelou aos portugueses que estão em zonas de risco por causa das cheias e do mau tempo que respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente os "pedidos de evacuação" dos locais.
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Lusa /

Seguro em contacto com autarcas de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho

O Presidente da República eleito tem estado em contacto com os presidentes de Câmara de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho, disse hoje a assessoria de António José Seguro, que ocupou um gabinete de trabalho no Palácio Nacional de Queluz.

"O Presidente eleito tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho", dado o agravamento da situação naqueles territórios com riscos de cheia no Mondego, transmitiu à Lusa a mesma fonte.

António José Seguro começou hoje a trabalhar num gabinete no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, onde chegou pelas 10:00, e que será o seu local de trabalho até à posse como chefe de Estado no dia 09 de março.

À chegada, o Presidente eleito não fez declarações.

António José Seguro foi eleito no domingo com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias, de oito municípios.

André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.

O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.

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RTP /

Mercado Municipal de Coimbra encerrado ao público

O Mercado Municipal D. Pedro V, na cidade de Coimbra, foi encerrado ao público por causa da instabilidade registada no talude da Cerca de Santo Agostinho, informou hoje a Câmara Municipal.
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RTP /

IPMA indica que massa de ar tropical poderá impedir chuva forte no Baixo Mondego

Portugal está sob efeito de uma massa de ar tropical, que poderá impedir precipitação forte no Baixo Mondego, embora as previsões apontem para chuva persistente durante o dia, disse fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em entrevista à Lusa, o meteorologista do IPMA Jorge Ponte indicou que a situação não é exclusiva do Baixo Mondego e deve-se a uma massa de ar tropical - mais quente e húmido e com muito conteúdo em vapor de água -, que fez subir as temperaturas do ar e tem as neblinas e nevoeiros persistentes como característica.

"O que acontece é que há zonas que têm mecanismos frontais, em que a precipitação é mais intensa, e noutras menos", disse o meteorologista, aludindo, para além da orografia - por exemplo de áreas montanhosas - a choques de massas de ar que aumentam a precipitação.

"Principalmente em zona de serra, os acumulados [de precipitação] vão ser superiores. Agora, os avisos têm sido mais pela persistência da precipitação, do que propriamente pela intensidade", esclareceu Jorge Ponte.

"É característico nestes tipos de massa de ar termos mais persistência de chuva durante muitas horas e um pouco menos de intensidade", reforçou.

Deste modo, especificamente em zonas de planície como no Baixo Mondego, o meteorologista do IPMA esclareceu que a precipitação será menos intensa do que em zonas montanhosas.

Notou, no entanto, que poderão suceder, localmente, e não de forma generalizada no país, situações pontuais no meio da massa de ar tropical com precipitação que seja mais intensa.
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RTP /

Estradas continuam fechadas em Arruda dos Vinhos

Em Arruda dos Vinhos, muitas estradas continuam fechadas à circulação. Os militares já estão no local para tentar repor a normalidade para garantir a circulação mais fácil das populações, com veículos pesados para atravessar as estradas danificadas.

Apesar disso, as escolas já reabriram. Há ainda pessoas sem acesso a fornecimento de água, devido ao rompimento de uma conduta na terça-feira.

Também em Carvalha, no concelho de Arruda dos Vinhos, há uma estrada cortada devido a um buraco. As autoridades estão, neste momento, mais preocupadas com a quantidade de estradas intransitáveis na região do que com o risco de inundações.

A única estrada onde é possível circular é a N248-3 por Alverca.

Há neste momento 51 desalojados e 10 deslocados.

A presidente da Junta de Rossio das Cardosas contou à RTP que a população continua sem acessos automóvel, havendo cerca de 12 agregados familiares na zona. Durante a noite, as autoridades pediram para retirar os veículos das estradas, devido aos riscos de derrocadas.
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RTP /

Subida do Douro considerável. Algumas ocorrências mas menos preocupantes

Na região do Porto, houve pequenas ocorrências na zona do Douro, que teve uma subida considerável do nível da água.

"Houve alguma entrada de água na zona de Mira-Gaia", afirmou à RTP a capitania do Douro, acrescentando que não houve ocorrências de relevo a registar e está tudo controlado.

A preocupação era maior na semana passada, porque as cotas do rio Douro estavam mais elevadas. A zona do Peso da Régua é a que preocupa mais as autoridades neste momento.
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RTP /

Chuva continua a fazer estragos em Vila Pouca do Campo

Em Vila Pouca do Campo, no distrito de Coimbra, a chuva continua a fazer estragos. Várias pessoas foram retiradas e levadas para locais de apoio durante a noite, por ser também uma das zonas em risco perto do rio Mondego.
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RTP /

Quase todas as casas com danos no concelho de Pombal

A vice-presidente da Câmara de Pombal, Isabel Marto, admitiu hoje que quase todas as casas no município têm danos devido à depressão Kristin, que há 15 dias atingiu gravemente este concelho do distrito de Leiria.
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RTP /

Pessoas retiradas de casa em Taveiro

Em Coimbra, a chuva forte está a preocupar as populações das zonas ribeirinhas do Mondego. Durante a madrugada, 20 pessoas foram retiradas das suas casas na zona de Taveiro e passaram a noite na escola básica da freguesia.
O presidente da Junta de Freguesia explicou à RTP que as evacuações começaram pela meia-noite, nas zonas mais sensíveis. As pessoas foram retiradas por precaução.
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RTP /

Mais de metade do concelho de Vila de Rei continua com falha nas comunicações

Mais de metade do concelho de Vila de Rei continua com falhas nas comunicações e 25 pessoas estão ainda sem fornecimento de energia elétrica na sequência da passagem da depressão Kristin pela região, informou a Câmara Municipal.
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RTP /

Estação fluvial de Porto Brandão encerrada

"O serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria-Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor", anunciou a Transtejo.
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RTP /

Junta de Ceira, em Coimbra, diz que não foi preciso retirar pessoas de casa na madrugada

O presidente da Junta de Freguesia de Ceira confirmou hoje que não foi necessário retirar os moradores desta zona ribeirinha do concelho de Coimbra para um ponto seguro, face ao risco de cheia que se previa para a madrugada.
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RTP /

Autarca de Coimbra reafirma risco de colapso de vários diques no Mondego

A autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, esta manhã à Antena 1 reafirmou a existência do risco de colapso de vários diques que existem no Mondego. O alerta foi apresentado pela Agência Portuguesa do Ambiente após a forte chuva que caiu ontem nesta região.
A presidente da Câmara de Coimbra refere ainda que a autarquia está vigilante e a maioria das pessoas que possam ser afetadas por uma eventual enxurrada saíram e estão em segurança.
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Lusa /

Sargentos dizem que Maria Lúcia Amaral teve "falta de sensibilidade política"

Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) considerou hoje que o mandato da ministra da Administração Interna, que se demitiu na terça-feira, foi marcado por "falta de sensibilidade política" e pelo arrastamento do processo negocial.

Em comunicado, a ANSG manifesta-se preocupada com "o rumo que o Governo tem vindo a adotar" no diálogo com as estruturas representativas da GNR, lembrando a coincidência de a demissão da ministra ter ocorrido no dia em que foi aprovada a alteração à portaria dos serviços remunerados, "sem que tenha sido acolhida qualquer proposta" apresentada pela associação.

Em particular, a ANSG destaca a não adoção da tabela única, mantendo-se a divisão entre Tabela A e Tabela B, sendo esta última aplicada quando o encargo é suportado pelo Estado, o que, segundo a associação, significa que o trabalho do militar da Guarda é remunerado por um valor inferior quando é o próprio Governo a suportar esse encargo.

"Tal opção é incompreensível e injustificável", considera a ANSG, sublinhando que esta postura se traduz "num processo negocial meramente unilateral", sem verdadeira abertura para integrar contributos das associações representativas, o que "impede a resolução dos reais problemas que afetam a Guarda Nacional Republicana e os seus profissionais".

A demissão der Maria Lúcia Amaral ocorreu após oito meses no cargo, que a ANSG considera terem sido marcados por "um evidente arrastamento do processo negocial", bem como por uma "falta de sensibilidade política relativamente às legítimas expectativas das forças de segurança".

Recorda que, desde o início deste ciclo governativo, a tutela já foi assumida por duas ministras - Margarida Blasco e Maria Lúcia Amaral -, "sem que tenha existido qualquer avanço estrutural nas matérias fundamentais", apesar das promessas que segundo a associação tinham sido assumidas em julho de 2024.

Indica igualmente esperar que a nomeação de um novo titular da pasta represente "uma mudança efetiva" de postura e capacidade negocial, mas deixa claro que tal "não pode servir de pretexto para novo adiamento das negociações".

Assumindo-se "cansados do protelar desta situação", os militares da Guarda exigem ao primeiro-ministro que, "após sucessivos compromissos não concretizados", o próximo titular da pasta da Administração Interna "tenha efetiva capacidade política e negocial" para resolver os problemas estruturais que afetam o setor.

A ministra da Administração Interna pediu a demissão do cargo na terça-feira, depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin que assolou o país há quinze dias.

Segundo a informação divulgada nua nota oficial emitida na terça-feira à noite pela Presidência da República, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "assumirá transitoriamente as respetivas competências".

Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025.

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Antena 1 /

Concerto solidário quer angariar fundos para ajudar afetados pela depressão Kristin

Esta quarta-feira há um concerto solidário na Casa Capitão, em Lisboa, organizado por uma Associação Cultural de Ourém e por uma plataforma de colaboração entre artistas.

Foto: Força Aérea Portuguesa - DR

O objetivo é angariar fundos para serem entregues a duas associações das regiões mais afetadas pela depressão Kristin.

Há precisamente duas semanas, o país acordou com o rasto de destruição deixado pela passagem da tempestade. As regiões Centro e Oeste ainda tentam recuperar dos estragos provocados pela chuva e pelo vento.
Carolina Bordalo Soares - Antena 1

Um concerto de solidariedade que conta com mais de uma dezena de músicos portugueses. Os bilhetes estão esgotados apesar do custo de 20 euros.

No âmbito desta iniciativa, pode também ser feito um donativo através da página "Go Fund Me - Amor Ao Centro" criada pela organização.
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Momento-Chave
RTP /

Locais de apoio receberam 160 pessoas retiradas de zonas de risco em Coimbra

Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco de cheia no concelho. Às 04h30, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos.
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Cristina Sambado - RTP /

Grupos parlamentares avaliam adiamento de debate quinzenal com Montenegro

Contactado pela Antena 1, o líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, confirmou que está a ser avaliada com as restantes bancadas o possível adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, sem concretizar mais detalhes.

Rodrigo Lobo - RTP

Está previsto para esta quarta-feira à tarde o regresso do primeiro-ministro ao plenário da Assembleia da República para um debate quinzenal marcado pela resposta aos danos das intempéries das últimas semanas. Mas o confronto parlamentar pode ser adiado nas próximas horas, uma possibilidade confirmada à rádio pública pelo líder da bancada do PSD.

Hugo Soares adiantou que o cenário de adiamento, perante a situação nas regiões Centro e Norte do país, está a ser avaliado com os demais grupos parlamentares.

A CNN avança que o presidente da Assembleia da República vai consultar a Conferência de Líderes para discutir a possibilidade de adiamento. José Pedro Aguiar-Branco vai ouvir o que têm a dizer os partidos, tendo em conta que Portugal continua numa situação crítica por causa do mau tempo.

Também a IL já anunciou vai pedir o adiamento do debate.

A ter lugar, o debate sucederá um dia após a demissão de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interma, a primeira baixa no Executivo de Luís Montenegro.

Na terça-feira à noite, foi anunciado através de uma nota oficial divulgada no site da Presidência da República que Marcelo Rebelo de Sousa "aceitou o pedido de demissão" de Maria Lúcia Amaral, "que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo".A pasta da Administração Interna fica provisoriamente na alçada do primeiro-ministro.


Segundo a nota, a demissão da ministra da Administração Interna foi proposta ao chefe de Estado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, "que assumirá transitoriamente" as competências de Maria Lúcia Amaral.

Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 5 de junho de 2025.

A Presidência da República anunciou entretanto a recondução dos secretários de Estado do Ministério da Administração Interna, automaticamente exonerados com a demissão de Maria Lúcia Amaral.Criticada pela gestão das crises

A até agora ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, foi o alvo preferencial das críticas da oposição, mas estas estenderam-se a outros membros do Executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.O pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral surge depois de várias críticas em torno da gestão da crise provocada pelo mau tempo em várias regiões do país.

Maria Lúcia Amaral já tinha saído fragilizada durante os incêndios que em julho e agosto deflagraram em Portugal. Na altura, também foi criticada por estar ausente e não ter as características necessárias para liderar a pasta da Administração Interna.

Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna a 5 de junho 2025, com a posse do XXV Governo.

Depois de oito meses no cargo, não resistiu ao coro de críticas e aos vários pedidos de demissão, em que a ex-provedora de Justiça foi acusada de não ter estado no terreno e de não ter aparecido em público nos primeiros dois dias depois de a depressão Kristin ter atingido Portugal continental a 28 de janeiro.

Maria Lúcia Amaral esteve na tarde do dia 28 de janeiro na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e também com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mas não fez qualquer declaração, nem se deslocou aos locais afetados.

Passados dois dias deslocou-se à ANEPC para uma reunião, mas não esteve presente na conferência de imprensa, preferindo fazer uma declaração aos jornalistas.

Questionada sobre a sua ausência na gestão da crise, afirmou que “há muito muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete”. “Temos trabalho de informação, de reflexão, de planeamento, e sobretudo de coordenação”, acrescentou.

Nesse dia e perante as críticas de ausência no terreno, a ministra deslocou-se a Leiria e perante a descrição da devastação que estava a ser feita pelo presidente da câmara afirmou: “Tudo isto pressupõe uma aprendizagem coletiva”.

Maria Lúcia Amaral também só convocou a Comissão Nacional de Proteção e Civil - órgão interministerial responsável pela coordenação política de proteção civil em Portugal - cinco dias depois da passagem da depressão. Foi só nesta reunião que foi ativado o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, que permite a criação de mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional.

Visitou ainda Alvaiázere, um dos concelhos afetados pela depressão, e questionada sobre o que falhara na resposta do Governo assumiu que não sabia.

A ex-provedora já tinha saído fragilizada durante os incêndios que em julho e agosto deflagraram em Portugal. Na altura, também foi criticada por estar ausente e não ter as características necessárias para liderar a pasta da Administração Interna.


No início de agosto, numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, os jornalistas tentaram fazer perguntas à ministra, mas Maria Lúcia Amaral recusou-se a responder e apenas disse: "Vamos embora".

Na altura dos incêndios, questionada sobre se se demitia afirmou que não ia “trair o juramento de lealdade” que fez quando tomou posse.“Há dois meses prestei um juramento. Foi um juramento de lealdade. Não vou trair o juramento de lealdade dois meses depois, apresentando a minha demissão ou pensando em demitir-me”, disse na ocasião.


Outra das frases que marcou a passagem de Maria Lúcia Amaral pelo cargo de ministra da Administração Interna foi em dezembro, quando no parlamento, referindo-se às filas no aeroporto de Lisboa, disse que o problema era que um dos servidores alojados na Secretaria-Geral do MAI “pifou”.

A ministra demissionária sai do cargo sem ter concretizado as grandes medidas anunciadas para a área, nomeadamente a reforma da proteção civil, que estava prometida para ser apresentada no final de 2025, e as mudanças no SIRESP.

A ação de Maria Lúcia Amaral também tem sido criticada pelos sindicatos da PSP e associações da GNR, que a acusam de não estar a cumprir com o acordo assinado em 2024, tendo mesmo o maior sindicato da polícia abandonado negociações em dezembroPrimeira mulher à frente da Provedoria de Justiça
A constitucionalista esteve oito anos à frente da Provedoria de Justiça, de onde saiu para substituir Margarida Blasco no Ministério da Administração Interna.

Maria Lúcia Amaral, 68 anos, foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça. Eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007, cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a nova ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.

É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação. ERRO 100

Maria Lúcia Amaral chegou ao MAI depois de oito anos como Provedora de Justiça, não tendo terminado o segundo mandato.

Primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça, Maria Lúcia Amaral foi eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007 e cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

c/ Lusa

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Deslizamentos de terra na Costa da Caparica e na Charneca da Caparica

Foram retiradas 31 pessoas na Costa da Caparica, depois de um deslizamento de terra junto a um prédio. Os edifícios estão junto a uma encosta.

Seis pessoas ficaram em equipamentos camarários e 25 pernoitaram em casa de familiares.

Houve um outro deslizamento de terra na Charneca da Caparica.

As equipas de ação social estiveram no terreno assim como todos os operacionais do mecanismo municipal de Proteção Civil. Mesmo as pessoas que ficaram com familiares vão precisar, posteriormente, de alojamento.

A Câmara Municipal está a trabalhar para arranjar alojamento até poderem regressar às habitações. Ainda há risco de derrocada na região.
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RTP /

Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil

“Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água”, disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
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Ordem de Arquitetos diz que urbanismo disperso fragiliza população

O presidente da Ordem dos Arquitetos considerou que o urbanismo disperso em Portugal agrava as condições de segurança da população em caso de catástrofe e defendeu intervenções em rede, entre municípios, para ordenar rios e florestas.

"Se construirmos de uma forma sustentável, integrando bem as nossas cidades, os nossos espaços e respeitando o território, à partida as nossas construções resistem mais tempo", disse o arquiteto Avelino Oliveira, em entrevista à agência Lusa a propósito da exposição que a Ordem inaugura hoje, "Habitar Portugal", e do atual momento que o país atravessa, com cheias, inundações, derrocadas, vias e equipamentos destruídos por uma sucessão de tempestades.

C/Lusa
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Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil

O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu ‘site’
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Antena 1 /

Chuva intensa na região de Coimbra pode comprometer diques

A Agência Portuguesa do Ambiente alerta para mais uma vaga de chuva forte que vai atravessar a região de Coimbra. Agora as atenções viram-se para os diques do baixo Mondego.

Foto: Paulo Novais - Lusa

Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure são as localidades debaixo de olho das autoridades, com os diques praticamente cheios e uma aguentar pressão de dois mil metros cúbicos por segundo. Contudo, este valor estava, na última noite, muito perto de ser ultrapassado.
João Couraceiro - Antena 1

Para a Proteção Civil, não há risco zero e com uma nova subida do Mondego cerca de três mil pessoas, que moram junto à margem do rio, em três municípios, vão ser evacuadas.

Os três autarcas apelam à serenidade das populações referindo que todos os meios estão no terreno.




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Proteção Civil
RTP /

Registadas 1.576 ocorrências até às 6h00

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre as 0h00 de terça-feira e as 6h00 desta quarta-feira, 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem notícia de vítimas.

"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", adiantou o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ouvido pela agência Lusa.

Pelas 7h00, ainda decorria a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do Rio Mondego, perante o risco de inundações.

"Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", explicou o responsável da Proteção Civil.
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Autarquia anuncia
Lusa /

Escolas de Penacova também estão encerradas

As escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 7h00, nas redes sociais.

"A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados".

Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.

As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Coimbra
RTP /

Ponto de situação após decisão de retirada de três mil pessoas

O risco de derrocada dos diques em Coimbra levou a Câmara Municipal, em concertação com a Proteção Civil e a Agência Portuguesa do Ambiente, a determinar a retirada de três mil pessoas.

A equipa de reportagem da RTP em Cabouco traçou o retrato no terreno após as 7h30.
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Costa da Caparica
Lusa /

Deslizamento de terras obriga à retirada de 31 pessoas

Mais de 30 pessoas foram retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.

"A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 3h38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.

De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.

"Cerca das 7h00, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas", disse.

No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.

Também hoje, pelas 6h16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.

Fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal adiantou que as autoridades competentes estavam cerca das 7h00 a avaliar a situação.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.

Em aviso laranja, entre as 6h00 e 18h00 de hoje, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Lisboa estão, por sua vez, sob aviso amarelo de chuva, válido até às 18h00.

O IPMA colocou ainda Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco sob aviso amarelo por vento, válido entre as 12h00 e 21h00 de hoje.

Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.

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Ponto de situação
RTP /

Risco de derrocada de diques em Coimbra

  • Há risco iminente de derrocada dos diques em Coimbra e três mil pessoas estão a ser retiradas de casa. O possível colapso poderá provocar inundações, razão pela qual a Câmara Municipal decidiu ainda evacuar três lares em São Martinho do Bispo. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre a autarquia, a Proteção Civil e a Agência Portuguesa do Ambiente; 


  • Decisão idêntica foi adotada nos municípios de Soure e de Montemor-o-Velho, onde também foram retiradas de casa, durante a noite, centenas de pessoas;


  • A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, explicou que foram sinalizadas sete zonas de risco;


  • Esta quarta-feira, em Coimbra, há escolas encerradas. A medida abrange todos os estabelecimentos de ensino - públicos e privados - na margem esquerda do Mondego;


  • O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra indicou, entretanto, estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, embora com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas". Um balanço noite e madrugada obtido pela agência Lusa;


  • A meteorologia prevê chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro. A norte do Rio Mondego, as rajadas de vento podem atingir 100 quilómetros por hora nas terras altas. Estão debaixo de aviso laranja os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga;


  • Em Condeixa-a-Nova, ao início da manhã, choviam quatro por litros por metro cúbico por hora - situação idêntica em Castanheira de Pêra, em Leiria. As rajadas de vento ultrapassavam os 60 quilómetros por hora em Celorico de Basto, no distrito de Braga;


  • A estrada que liga São Torpes a Porto Covo está encerrada devido a um aluimento de terras, que terá sido provocado pela descarga da barragem. A via fica fechada por tempo indeterminado;


  • O primeiro-ministro, Luís Montenegro, volta esta quarta-feira à Assembleia da República para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta aos danos das intempéries e já sem a até agora ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que se demitiu;


  • Maria Lúcia Amaral pediu a demissão na terça-feira e Marcelo Rebelo de Sousa aceitou-a. "O presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo primeiro-ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva", Lê-se em nota oficial do Palácio de Belém conhecida na última noite;


  • As tempestades das últimas semanas afetaram metade das explorações de suinicultura das regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. A situação deve-se, em larga medida, à falta de energia elétrica. Por outro lado, a falta de matérias-primas e mão-de-obra está a provocar dificuldades acrescidas na reconstrução das explorações;


  • O Governo lançou um programa de alojamento temporário. Destina-se a pessoas que ficaram desalojadas por causa do mau tempo e aos trabalhadores deslocados para reconstruir na Região Centro. Através do Turismo de Portugal, foi criada uma plataforma onde cada estabelecimento turístico se regista e se disponibiliza para receber cidadãos sem casa.
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RTP /

Demitiu-se a ministra da Administração Interna

O pedido de demissão já foi aceite pelo presidente da República, que considerou a situação "complexa". Com Maria Lúcia Amaral de saída, o primeiro-ministro assume "transitoriamente" as competências da agora ex-ministra da Administração Interna.

Foto: Filipe Amorim - Lusa

O presidente da República “aceitou o pedido de demissão da ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo primeiro-ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências”, lê-se numa nota no site da Presidência divulgada esta terça-feira.

Horas depois, aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas, referindo que esta é uma situação "complexa" mas "compreende decisão" de Maria Lúcia Amaral.
Constitucionalista Maria Lúcia Amaral foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça.

O pedido de demissão marca a primeira baixa do segundo executivo de Luís Montenegro e acontece depois de Maria Lúcia Amaral ter sido alvo de várias críticas em torno da gestão da crise provocada pelo mau tempo em várias regiões do país.
Montenegro assume "transitoriamente competências"

Segundo o comunicado da Presidência, as competências que pertenciam a Maria Lúcia Amaral serão temporariamente assumidas pelo primeiro-ministro.

O comunicado explicita que Luís Montenegro "assumirá transitoriamente as respetivas competências" logo que a exoneração se torne efetiva.
Carneiro vê na demissão uma prova de falhanço

"É a prova que o governo falhou" na resposta à crise causada pelas tempestades, considerou o secretário-geral do Partido Socialista.

"O responsável pela Proteção Civil é o primeiro-ministro", sublinhou José Luís Carneiro, apelando a Luís Montenegro para que assuma a responsabilidade pela incapacidade de resposta às necessidades das populações e lembrando que, duas semanas após a Depressão Kristin, há portugueses ainda sem energia e sem água.

José Luís Carneiro afirmou que vai levar estas questões à reunião com o primeiro-ministro no debate quinzenal desta quarta-feira no Parlamento.

"Eu amanhã tenho a intenção de dizer ao primeiro-ministro aquilo que tenho a dizer no debate parlamentar, mas é evidente que a demissão da ministra da Administração Interna é a prova de que o Governo falhou na resposta a esta emergência, a esta tempestade", declarou o líder do PS esta noite à chegada à sede do Rato, onde decorre a Comissão Política Nacional do partido.
Ventura vê na saída uma prova de incapacidade

Numa reação na rede social X, o líder do Chega acusa Luís Montenegro de incapacidade de gestão sempre que o país enfrenta uma crise.

"Desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades", a demissão da ministra da Administração Interna "é um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da saúde à administração interna, vai perdendo o controlo do Governo", acusa André Ventura.

Neste tweet, Ventura questiona "quanto mais tempo vai demorar até serem resolvidos os outros 'erros de casting' deste Governo?".


Maria Lúcia Amaral substituiu Margarida Blasco

Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna a 5 de junho 2025, com a posse do XXV Governo.

A constitucionalista esteve oito anos à frente da Provedoria de Justiça, de onde saiu para substituir Margarida Blasco no Ministério da Administração Interna.

Maria Lúcia Amaral, 68 anos, foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça. Eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007, cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a nova ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.

É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação.

c/ Lusa
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RTP /

Tempestades fizeram mais de 1.200 desalojados por todo o país

Para ajudar a resolver o problema, o Governo criou um programa para garantir alojamento temporário a famílias que ficaram sem condições. Famílias como o caso de uma mãe que com um recém-nascido ficou sem casa.

Foto: Ana Serapicos - RTP

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RTP /

Leiria tem um novo centro de apoio

Nas primeiras quatro horas foram atendidas 200 pessoas. São 16 gabinetes que funcionam como uma Loja do Cidadão.

Foto: Paulo Oliveira - RTP

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RTP /

Chuva está a provocar derrocadas e aluimentos de terra

Pelo menos 23 pessoas ficaram desalojadas em Ponte da Barca, no Alto Minho. A saturação e deslocação dos solos é o que mais preocupa as autoridades. Várias pessoas ficaram também isoladas e sem poder sair de casa em Vila Nova de Gaia.

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RTP /

Mau tempo. Ministra do Ambiente admite redirecionar fundos da UE

A ministra do Ambiente admite redirecionar fundos europeus para reparar mais depressa os estragos do mau tempo.

Entre as prioridades do Governo está consolidação de arribas e encostas e ainda a reparação de diques que protegem algumas localidades.
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