Dois militares da GNR feridos em explosão continuam em estado grave

Os dois militares queimados quinta-feira numa explosão em Tavira transportados pelo INEM para os hospitais de Santa Maria e São José, em Lisboa, "continuam em estado grave mas estável", afirmou à Lusa fonte hospitalar.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

O militar da Guarda Nacional Republicana, uma das cinco vítimas da explosão, que foi transportado para o Hospital de Santa Maria, "está internado na Unidade de Cuidados Intensivos, com uma situação clínica grave, sob ventilação mecânica mas estável", afirmou fonte hospitalar.

O outro militar está com "idêntica situação clínica", à que apresentava quando chegou, mas o Hospital de São José escusou-se a pormenorizar o estado do doente, alegando que não presta informações clínicas dos pacientes.

Um militar da GNR morreu na quinta-feira e outros quatro ficaram feridos, dois deles gravemente, quando desactivavam, em São Marcos de Tavira, 50 quilos de explosivos apreendidos, afirmou à agência Lusa o Capitão Manuel Jorge daquela força.

Os feridos foram estabilizados e entubados no local, "apresentando queimaduras no corpo acima dos 70 por cento", afirmou à Lusa fonte da GNR.

Os outros dois feridos, que foram transportados para o Hospital de Faro, apresentavam queimaduras ligeiras e já tiveram altas, afirmou à Lusa uma fonte hospitalar.

Os cinco militares "estavam a proceder à destruição controlada de cerca de 50 quilos de pólvora e outros artefactos pirotécnicos, apreendidos no âmbito de operações da Guarda" e pertenciam à Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos Improvisados pertencentes a Faro, da Brigada Terriorial nº 3", afirmou o Capitão.

O perímetro da Carreira de Tiro Militar de São Marcos de Tavira foi vedado e isolado, estando a "Guarda Nacional Republicana através do Núcleo de Investigação Criminal e da Polícia Judiciária de Faro a averiguar e a proceder aos inquéritos".

Ainda "não existem resultados confirmados da causa do acidente", afirmou fonte do Comando Geral da Guarda.

Os cinco militares da GNR - um sargento e quatro praças - são elementos habilitados a manejar e habituados a lidar com estes engenhos e materiais", afirmou fonte da Brigada Territorial 3.

A Brigada Territorial 3, a que pertenciam os cinco militares, abrange todo o Alentejo e Algarve, tendo cerca de três mil militares.


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