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Dono da ourivesaria assaltada diz que não reabre museu sem condições de segurança

O proprietário da Ourivesaria e do Museu, hoje assaltados em Viana do Castelo, disse à Lusa que não reabrirá a instituição se as peças que desapareceram, e que valem um milhão de euros, não forem recuperadas.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Andei 50 anos a reunir esta colecção para a mostrar aos vianenses e ao país e não a vendia por um milhão de euros", afirmou Manuel Freitas.

Adiantou que, além das peças da colecção, os assaltantes levaram objectos em ouro e relógios no valor de 500 mil euros.

Manuel Freitas diz ter esperança em recuperar as valiosas peças do Museu, que construiu para servir a cidade e o turismo, mas não compreende como é possível que os "ladrões actuem à vontade, numa altura em que a cidade está cheia de polícias, por causa da realização, sexta-feira, de uma cimeira de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

"Sem garantias, e mesmo que consiga reaver as peças, não abro mais isto", afirma o empresário, frisando que a cidade está indefesa face a este tipo de marginalidade.

Um grupo de quatro assaltantes, três dos quais já detidos pela PJ e um deles morto na sequência de uma troca de tiros com as autoridades, entrou hoje na Ourivesaria Freitas e no Museu de Ourivesaria Tradicional tendo roubado, segundo o seu proprietário, "tudo o que apanharam à mão".

O assalto foi, de imediato, comunicado à PSP que montou um dispositivo para tentar impedir a fuga do grupo, que usou uma carrinha BMW.

Os agentes policiais envolveram-se em tiroteio com os assaltantes junto aos dois estabelecimentos numa rua do centro histórico e, depois, na Avenida Marginal.

Da troca de tiros resultou um morto - um dos assaltantes - e cinco feridos.

Destes, três foram atendidos no Centro Hospitalar do Alto Minho, um dos quais agente da PSP.

Um dos transeuntes feridos já teve alta, enquanto os outros dois estão sob observação e devem ter alta ainda hoje.

Um transeunte foi transferido para o Hospital de São Marcos, em Braga, em estado grave com ferimentos torácicos provocados por balas, enquanto um outro agente da PSP foi transportado para o Hospital de São João do Porto, com lesões de bala na coluna.

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