Dores lombares, nos ossos e na cabeça são as mais comuns em Portugal

As dores lombares, nos ossos e articulações, e as dores na cabeça são as mais frequentes na população portuguesa, sendo as mulheres e os mais velhos os mais afectados, revela um estudo do Observatório Nacional de Saúde (ONSA).

Agência LUSA /

"A dor na população portuguesa - alguns aspectos epidemiológicos" é o nome do estudo realizado pelo ONSA do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) para "melhorar o conhecimento sobre a frequência, a distribuição e algumas consequências das principais formas de dor na população portuguesa".

Partindo dos resultados de entrevistas a 1.414 pessoas, o estudo apurou que, nos sete dias anteriores ao inquérito, 73 por cento dos inquiridos manifestaram ocorrência de dor e que 49,6 por cento dos indivíduos manifestaram ter sentido mais de um tipo de dor nesse tempo.

As dores mais apontadas pelos entrevistados foram as lombares (51,3 por cento), as dores nos ossos e articulações (45,2 por cento) e as dores de cabeça (34,7 por cento).

Os autores do estudo concluíram que a dor de cabeça está simultaneamente associada ao sexo, à idade, ao nível de escolaridade e à região.

Para esta dor, as mulheres apresentam um risco de dor quatro vezes superior ao dos homens.

Os indivíduos entre os 18 e os 34 anos têm um risco quatro vezes superior ao dos indivíduos com 75 anos ou mais de ter dores de cabeça.

Os indivíduos com menor grau de escolaridade mostraram riscos superiores de ter dor de cabeça, o mesmo acontecendo com os habitantes da Região Norte, em relação a outras zonas do país.

Nos sete dias anteriores ao inquérito que serviu de base ao estudo, as mulheres sentiram dores em 4,7 dias, enquanto os homens sentiram o mesmo em 2,8 dias.

A maioria dos entrevistados classificou a dor que sentiu como "ligeira" e para a combater tomou medicamentos receitados anteriormente (35,2 por cento) ou consultou um médico (17,3 por cento). Um terço dos indivíduos (33,7 por cento) não fez nada para acabar com a dor.

Os autores do estudo estimam que a dor conduz a 12,51 dias de ausência no trabalho por ano.

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