Duarte Lima conhece sentença no caso Homeland

À entrada para o tribunal, Duarte Lima reforçou a ideia de que não está a ser julgado neste caso como antigo deputado, mas sim como um ato da vida pessoal e diz que espera ser absolvido.

Sandra Salvado, RTP /
Duarte Lima é acusado de burla, branqueamento de capitais e abuso de confiança. O antigo dirigente do PSD deve conhecer esta sexta-feira o acórdão do processo Homeland. O caso, com outros cinco arguidos, está relacionado com crédito obtido no BPN para compra de terrenos em Oeiras.

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu uma pena superior a cinco anos de prisão para Duarte Lima e para o sócio, Vítor Raposo, acusado de burla.
A audiência está marcada para a tarde desta sexta-feira no Campus de Justiça, em Lisboa.


Nacionalizado em novembro de 2008, o BPN, que também tinha participação na Homeland, emprestou à sociedade um total de mais de 42 milhões de euros.

Duarte Lima, o filho Pedro Lima e Vítor Raposo constituíram o fundo Homeland com o antigo BPN, para a aquisição de terrenos em Oeiras, em 2007, nas imediações do local para onde esteve prevista a sede do Instituto Português de Oncologia - projeto posteriormente abandonado.

O coletivo de juízes da 7ª vara criminal de Lisboa, formado por Filipa Valentim, Afonso Costa e Pedro Cunha Lopes, vai também pronunciar-se sobre as penas a aplicar aos outros cinco arguidos deste processo.

Os arguidos são Pedro Lima, filho do antigo líder parlamentar do PSD, cuja absolvição foi pedida pelo Ministério público; Vítor Raposo, sócio de Duarte Lima; Francisco Canas, que ganharia, alegadamente, uma comissão de um por cento por serviços financeiros ilegais; e ainda João e Pedro de Almeida e Paiva, advogados e parceiros de negócios do antigo deputado.
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