País
"É duro". Dirigente do Sindepor promete manter greve de fome
O presidente do Sindicato Democráticos dos Enfermeiros (Sindepor), Carlos Ramalho, prossegue esta quinta-feira a greve de fome em frente ao Palácio de Belém. O Presidente da República sublinhou ontem que só se vai pronunciar sobre o protesto destes profissionais depois de conhecer a posição do tribunal.
Em declarações à RTP, Carlos Ramalho afirmou que vai prosseguir com a greve de fome “até a capacidade física permitir”.
Quanto à possibilidade de ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do Sindepor esclareceu que “até agora” não tem nenhuma garantia sobre o assunto.
No entanto, afirma que está confiante e que acredita que o “Presidente da República, sendo o mais alto magistrado desta Nação e sendo uma pessoa muito sensível e justa, como é para as grandes causas”.
“A luta dos enfermeiros é uma grande causa e eu espero contar com a sensibilidade do Presidente da República”, realçou Carlos Ramalho que iniciou a greve de fome às 12h00 de quarta-feira e que esta noite contou com a solidariedade de vários colegas.
O sindicalista confirma que a Presidência da República, a pedido de Marcelo Rebelo de Sousa, se disponibilizou para o apoiar a nível médico.
PR aguarda pela decisão do tribunal
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, insistiu quarta-feira em Guadalajara, nos arredores de Madrid, que só se irá pronunciar sobre a greve dos enfermeiros depois de conhecer a posição do tribunal à questão.
"Eu até pedi para a equipa médica da Presidência ir ver como estava e não tive ainda mais notícias", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
PGR considera que greve é ilícita
No parecer conhecido na terça-feira, a PGR considera a paralisação ilícita e sublinha que os trabalhadores que aderem a uma greve ilícita devem ter faltas injustificadas, sendo as ausências consideradas como infração disciplinar.
Recorda que, além da responsabilidade disciplinar, a adesão a uma greve ilegítima pode também fazer incorrer o trabalhador em responsabilidade civil extracontratual.
O parecer do conselho consultivo da PGR considera que a greve que decorreu entre novembro e dezembro foi ilícita porque a paralisação teve uma modalidade que não constava do aviso prévio emitido pelos sindicatos que a decretaram.
No entanto, o Sindepor o declarou que, até serem notificados oficialmente, os profissionais vão manter a paralisação.
Na entrevista à RTP, Carlos Ramalho afirmou que tem a “expectativa de que até ao final desta semana” surja a decisão do Supremo Tribunal Administrativo, em relação à intimação apresentada pelo sindicato em relação à requisição civil, apresentada no dia sete de fevereiro pelo Governo.
“Continuo a dizer que confio na justiça deste país e no bom senso dos seus juízes”, realçou. Segundo enfermeiro em greve de fome
A partir de sexta-feira, mais um enfermeiro se vai juntar ao protesto. Duarte Gil Barbosa, do Hospital de São João, no Porto, vai fazer uma greve de fome junto ao Parlamento.
Carlos Ramalho afirma que não tinha conhecimento e que não conhece o colega mas tem a noção que a sua decisão “gerou uma onda de solidariedade em toda a profissão de enfermagem”.
“E penso que os portugueses compreendem o que está em causa. Os enfermeiros estão muito indignados porque lhes foi retirado o direito de fazer greve. Ou seja, estamos neste momento a trabalhar sobre coação e entendemos que num Estado de direito, os princípios, as liberdades e as garantias dos cidadãos neste aspeto estão em causa. Hoje são os enfermeiros, amanhã podem ser outros trabalhadores. E isso é muito preocupante”, destacou.
ASPE solidária
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) manifestou solidariedade para com o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor), destacando a sua coragem e determinação.
Numa mensagem publicada na página oficial do Facebook, a ASPE deixou a Carlos Ramalho "uma palavra de apoio pela coragem e determinação".
“Eu estou disposto a lutar até onde conseguir. Confesso que isto é duro, é cansativo. Esteve muito frio esta noite. Mas, estou determinado e estou motivado para continuar”, acrescentou Carlos Ramalho que passou a noite num carro junto ao Palácio de Belém.
Quanto à possibilidade de ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do Sindepor esclareceu que “até agora” não tem nenhuma garantia sobre o assunto.
No entanto, afirma que está confiante e que acredita que o “Presidente da República, sendo o mais alto magistrado desta Nação e sendo uma pessoa muito sensível e justa, como é para as grandes causas”.
“A luta dos enfermeiros é uma grande causa e eu espero contar com a sensibilidade do Presidente da República”, realçou Carlos Ramalho que iniciou a greve de fome às 12h00 de quarta-feira e que esta noite contou com a solidariedade de vários colegas.
O sindicalista confirma que a Presidência da República, a pedido de Marcelo Rebelo de Sousa, se disponibilizou para o apoiar a nível médico.
PR aguarda pela decisão do tribunal
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, insistiu quarta-feira em Guadalajara, nos arredores de Madrid, que só se irá pronunciar sobre a greve dos enfermeiros depois de conhecer a posição do tribunal à questão.
"Eu estou à espera da decisão do tribunal que, como sabem, tem prazos muito curtos e vamos ver qual é essa decisão e, depois, me pronunciarei”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.
"Eu até pedi para a equipa médica da Presidência ir ver como estava e não tive ainda mais notícias", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
PGR considera que greve é ilícita
No parecer conhecido na terça-feira, a PGR considera a paralisação ilícita e sublinha que os trabalhadores que aderem a uma greve ilícita devem ter faltas injustificadas, sendo as ausências consideradas como infração disciplinar.
Recorda que, além da responsabilidade disciplinar, a adesão a uma greve ilegítima pode também fazer incorrer o trabalhador em responsabilidade civil extracontratual.
O parecer do conselho consultivo da PGR considera que a greve que decorreu entre novembro e dezembro foi ilícita porque a paralisação teve uma modalidade que não constava do aviso prévio emitido pelos sindicatos que a decretaram.
No entanto, o Sindepor o declarou que, até serem notificados oficialmente, os profissionais vão manter a paralisação.
Na entrevista à RTP, Carlos Ramalho afirmou que tem a “expectativa de que até ao final desta semana” surja a decisão do Supremo Tribunal Administrativo, em relação à intimação apresentada pelo sindicato em relação à requisição civil, apresentada no dia sete de fevereiro pelo Governo.
“Continuo a dizer que confio na justiça deste país e no bom senso dos seus juízes”, realçou. Segundo enfermeiro em greve de fome
A partir de sexta-feira, mais um enfermeiro se vai juntar ao protesto. Duarte Gil Barbosa, do Hospital de São João, no Porto, vai fazer uma greve de fome junto ao Parlamento.
Carlos Ramalho afirma que não tinha conhecimento e que não conhece o colega mas tem a noção que a sua decisão “gerou uma onda de solidariedade em toda a profissão de enfermagem”.
“E penso que os portugueses compreendem o que está em causa. Os enfermeiros estão muito indignados porque lhes foi retirado o direito de fazer greve. Ou seja, estamos neste momento a trabalhar sobre coação e entendemos que num Estado de direito, os princípios, as liberdades e as garantias dos cidadãos neste aspeto estão em causa. Hoje são os enfermeiros, amanhã podem ser outros trabalhadores. E isso é muito preocupante”, destacou.
ASPE solidária
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) manifestou solidariedade para com o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor), destacando a sua coragem e determinação.
Numa mensagem publicada na página oficial do Facebook, a ASPE deixou a Carlos Ramalho "uma palavra de apoio pela coragem e determinação".
A ASPE e o Sindepor foram os dois sindicatos que convocaram a greve dos enfermeiros em blocos operatórios, tendo a ASPE decidido na terça-feira suspender a paralisação, ao contrário do que fez o Sindepor.
A suspensão por parte da ASPE ocorreu depois da homologação do parecer do conselho consultivo da Procuradoria-geral da República (PGR) que considerou a greve ilícita e levou o Ministério da Saúde a dar instruções aos hospitais para marcarem faltas injustificadas aos grevistas a partir de dia 20 de fevereiro.
c/ Lusa