"É preciso acreditar". Concerto solidário em Coimbra para ajudar quem mais precisa

"É preciso acreditar". Concerto solidário em Coimbra para ajudar quem mais precisa

Dezenas de artistas juntam-se a 4 de março, em Coimbra, num concerto solidário. O espetáculo já está esgotado, mas a bilheteira continua aberta a donativos, essenciais para as associações, como a APCC, que perdeu uma importante fonte de rendimento por causa das tempestades.

Guilherme de Sousa, Eduarda Maio - RTP /
Antena 1

Na próxima semana, a 4 de março, o Convento de São Francisco, em Coimbra, recebe o concerto solidário É preciso acreditar. Dezenas de músicos reúnem-se numa missão solidária para ajudar no apoio às vítimas da tempestade Kristin e das cheias do Baixo Mondego, que atingiram a região de Coimbra.É o caso da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), que sofreu danos avultados na Quinta da Conraria.


“Desenvolvemos ali muitas atividades em prol daquilo que são as respostas que damos aos utentes e, como complemento, temos o compromisso de manter a exploração agrícola da quinta. Temos espaços onde fazemos culturas a céu aberto que foram completamente destruídas pelas inundações sucessivas. Estamos a falar de produtos hortícolas, de produção de feno e depois as estufas que permitem uma subsistência, um autoconsumo para APCC”, revela Carlos Condesso.

O presidente da APCC revela que esta “é também uma fonte de rendimento que permite vender para o exterior”, assumindo que, com o impacto do mau tempo, esse rendimento desapareceu.

“Para confecionar as 400 refeições diárias agora a associação temos de ir ao mercado, quando até aqui tínhamos uma fonte de receita. É isso tudo que nos cria grandes dificuldades”, refere.

André Sardet, Diogo Piçarra, João Pedro Pais ou Miguel Araújo são alguns dos nomes que vão subir ao palco do Grande Auditório do Convento de São Francisco, mas também o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra.



“É para nós uma grande honra participar neste concerto”, diz o presidente do coro, Luiz Santiago. “Fizemos em 1985 quando houve cheias, fizemos em 2022 quando foi a invasão russa da Ucrânia”, revela.

O concerto já está esgotado, mas a bilheteira continua aberta para receber donativos.
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