Edifício Transparente inaugurado em Novembro, cinco anos após construção

A concessionária do Edifício Transparente, no Porto, anunciou hoje que o imóvel, construído há cerca de cinco anos, vai ser inaugurado em Novembro, após obras de requalificação a iniciar até ao final de Maio.

Agência LUSA /

"Cerca de 35 por cento da área do imóvel já está comercializada, contem plando quatro restaurantes (de gastronomia tradicional portuguesa, indiana e ita liana e um restaurante-bar-cafetaria), uma gelataria e um SPA", refere a Hottrad e, em comunicado.

O Edifício Transparente foi construído no âmbito do projecto de extensã o do Parque da Cidade até ao mar, encomendado ao arquitecto catalão Solà-Morales pela Porto 2001, sociedade gestora da Capital Europeia da Cultura.

Depois de um longo período de indefinição sobre o uso a dar ao imóvel, a administração da Casa da Música, que em Julho de 2002 sucedeu à Porto 2001, la nçou um concurso de ideias que culminou na assinatura de um contrato de concessã o com a Hottrade - Representações de Equipamentos de Aquecimento.

Em Dezembro de 2003, a administração da Casa da Música anunciou que pre tendia rescindir o contrato, por alegado incumprimento pela Hottrade, mas seis m eses depois comunicou a devolução da concessão à mesma empresa, após revisão dos termos contratuais.

O projecto anunciado a 22 de Dezembro de 2003 pela Hottrade previa o fe cho a vidro a toda a volta do edifício, para que pudesse ser utilizado também no Inverno com restaurantes, bares, discoteca, centro de negócios e galeria de art e.

Ao todo, o projecto original de remodelação do Edifício Transparente en volvia um investimento de cerca de cinco milhões de euros, metade dos quais a su portar pelos sub-concessionários, estimando então a Hottrade a criação de 250 em pregos directos e indirectos.

No comunicado de hoje, a empresa refere que o investimento está agora p revisto para o triplo ("15 milhões de euros") e a criação de emprego para pelo m enos o dobro ("500 postos de trabalho directos").

A comercialização e a gestão do espaço foram atribuídas à empresa Guede s Pinto/Donaldsons Portugal, que tem "contactos em fase adiantada" para a subcon cessão "dos mais destacados espaços, tais como uma discoteca no piso da praia e uma loja multimédia-livraria".

O Edifício Transparente, agora propriedade da Câmara do Porto, ficará e quipado com 23 espaços comerciais e de restauração, lazer e entretenimento, entr e os quais 10 restaurantes e nove lojas de moda e serviços.

As obras de requalificação, projectadas pelo arquitecto português Carlo s Prata, deverão prolongar-se por quatro meses, estimando a concessionária que o edifício venha a receber mais de 1,5 milhões de frequentadores por ano.


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