Embaixada de Portugal atenta à situação do português detido na Arábia Saudita

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas garantiu hoje que a Embaixada de Portugal em Riade está a dialogar com as autoridades locais para solucionar "o mais rapidamente possível" o problema do português detido na Arábia Saudita.

Agência LUSA /

"A Embaixada de Portugal em Riade está a seguir o caso atentamente, quer dando apoio ao cidadão português, quer falando com as autoridades locais, a fim de esclarecer a situação", acrescentou o secretário de Estado António Braga em declarações à agência Lusa.

Um português de 55 anos, natural de Subportela, Viana do Castelo, está detido desde 23 de Março passado numa cela no Aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, por razões que ainda ninguém explicou, denunciou sexta-feira passada um familiar.

"Já contactámos o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Polícia Judiciária, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o próprio embaixador de Portugal na Arábia Saudita, mas até agora ninguém nos conseguiu explicar por que é que o meu pai está detido há uma semana", insurgiu-se Benedito Alves.

O pai, Agostinho Ferreira Alves, embarcou no Aeroporto da Portela, em Lisboa, onde as autoridades, depois de uma consulta à base de dados do computador, o terão obrigado a assinar um termo de responsabilidade, referiu Benedito Alves.

"à chegada a Riade, o meu pai foi detido, dizem-me que pela Interpol, e nós estamos aqui desesperados, sem que ninguém nos informe sobre o que realmente se está a passar", acrescentou.

O homem terá contactado a família nos dias seguintes à detenção, através do telefone do próprio embaixador, mas a partir daí manteve-se incontactável.

Contactado sexta-feira passada pela agência Lusa, o assessor do ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou que Agostinho Alves foi detido à chegada ao Aeroporto de Riade.

Segundo adiantou, o embaixador de Portugal na Arábia Saudita encontrou-se com Agostinho Alves e recebeu um mandado de captura internacional da Interpol dirigido ao português, por alegados crimes cometidos em Amã, na Jordânia.

Depois de ter trabalhado em vários países do mundo, Agostinho Alves, electricista, ia agora cumprir, conjuntamente com mais 14 portugueses, um contrato na Arábia Saudita ao serviço da empresa Semisul, com sede em Sines e escritórios em Vila Nova de Famalicão.

"Da empresa também não nos sabem dizer nada de concreto", disse ainda Benedito Alves.

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