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EMGFA desdramatiza incidente com caça F-16 na Lituânia

Lisboa, 28 Nov (Lusa) - O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) desdramatizou hoje o incidente com o caça F-16 da Força Aérea, em missão da NATO na Lituânia, afirmando que o piloto português não accionou qualquer "mecanismo de emergência".

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Um porta-voz do EMGFA disse à Agência Lusa que "este tipo de incidente não é inédito" e que os pilotos "estão preparados para resolver este tipo de problemas" e acrescentou que "a falha mecânica" foi na porta do trem de aterragem.

"É uma situação que não é inédita e os pilotos estão preparados para a resolver. O piloto nem sequer accionou qualquer mecanismo de emergência", acrescentou o porta-voz, comandante Pedro Carmona.

A porta do trem de aterragem foi reparada no próprio dia e o caça F-16 já efectuou hoje um voo, acrescentou a mesma fonte.

O incidente com o F-16 português e a aterragem de emergência na base aérea dos arredores de Siauliai foi noticiado pela imprensa da Lituânia.

O tenente-coronel Audronis Narickas, comandante da base aérea lituana, citado pela imprensa local, informou que o avião tinha descolado para um voo de treino, quando o piloto da Força Aérea Portuguesa deu conta de que o trem de aterragem direito do seu aparelho não tinha recolhido.

O piloto recebeu ordens de terra para voar sobre a base aérea a fim de queimar combustível e, depois, conseguiu fazer baixar o trem esquerdo e realizar uma aterragem normal.

Segundo a imprensa local, a NATO ordenou a abertura de um inquérito para apurar as causas do incidente, mas o EMGFA afirma que o comandante português do destacamento não tem informação sobre o assunto.

O comando da base aérea de mobilizou os serviços de salvamento para alguma eventualidade, mas estes acabaram por não ser necessários.

Letónia, Lituânia e Estónia, as ex-repúblicas bálticas da URSS, aderiram à NATO em 2004 e, como não têm força aérea militar capaz de patrulhar o seu espaço aéreo, essa missão é realizada por aparelhos de forças aéreas de outros Estados da NATO, em regime de rotação.

Actualmente, essa missão é cumprida, até 15 de Dezembro, por quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa.

NS/JM.

Lusa/Fim


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