Empresa municipal da Maia refuta acusação de recorrer a contratados durante greve

A empresa municipal da Maia que gere a recolha do lixo refutou hoje a acusação de que estaria a recorrer a trabalhadores contratados para assegurar o serviço durante uma greve dos funcionários.

Agência LUSA /

O director-geral da empresa Municipal Maiambiente, Carlos Mendes, disse à Lusa que todos os trabalhadores que estão a efectuar o serviço de recolha do lixo integram o quadro de pessoal da empresa, sendo que alguns foram admitidos com Contrato Individual de Trabalho.

O responsável afirmou ainda desconhecer que haja trabalhadores a laborar há três turnos seguidos, como tinha sido afirmado pelo sindicato que promove a greve.

O Sindicato dos trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) anunciou hoje que a greve dos trabalhadores da recolha do lixo da Maia está a registar uma adesão de 65 por cento e acusou a empresa Maiambiente de "recorrer a trabalhadores contratados para assegurar o serviço".

Em declarações à Lusa, José Abraão, dirigente do SINTAP, acusou a empresa municipal de recorrer a trabalhadores eventuais e aos funcionários que já efectuaram o turno da tarde para assegurar a recolha de lixo durante a noite e durante a manhã de hoje (o turno de oito camiões deveria ter saído às 07:00).

"Vamos solicitar a presença da Inspecção-Geral do Trabalho, porque há trabalhadores que nas últimas 24 horas trabalharam 21", disse José Abraão, argumentando que "ninguém pode ser obrigado a trabalhar três turnos seguidos".

Os trabalhadores da recolha de lixo iniciaram quinta- feira uma greve que, incluindo o fim-de-semana e o feriado local de segunda-feira, vai afectar durante cinco dias a limpeza das ruas da Maia.

O director Carlos Mendes acrescentou que a empresa "está preocupada em garantir a salubridade pública" e que "admite recorrer segunda-feira a pessoal interno que esteja de férias ou de folga" para assegurar a recolha do lixo.

O sindicato exige a integração no quadro da Maiambiente de 22 trabalhadores contratados, melhores condições de higiene e segurança e a alteração dos horários de trabalho e escalas de serviço, para que seja possível o gozo de dois dias consecutivos de descanso semanal e de 22 dias seguidos de férias anuais.

Os representantes dos trabalhadores reclamam também o cumprimento do Estatuto do Pessoal da empresa, nomeadamente na progressão para escalão superior ao fim de três anos e na avaliação de desempenho e posterior atribuição de prémio de resultados.

O SINTAP quer ainda que seja paga aos trabalhadores da Maiambiente a retribuição por trabalho em dia feriado.


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