Empresários da noite alertam para perigo da dopagem de bebidas

Donos de bares do Porto aconselharam os clientes a redobrarem a sua atenção para o fenómeno do "drink spiking", que consiste na adição de substâncias psicotrópicas em bebidas para facilitar roubos ou violações.

Agência LUSA /

Em comunicado emitido em vésperas de passagem de ano, a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), estrutura que congrega donos de bares e discotecas do Porto, enumera um conjunto de "13 mandamentos" que devem ser seguidos pelos frequentadores dos estabelecimentos nocturnos, "especialmente na quadra festiva que se avizinha".

Não abandonar o copo em circunstância alguma ou não aceitar oferta de bebidas por estranhos sem verificou quem as serviu são dois dos "mandamentos" enunciados.

Entre outras recomendações, a ABZHP aconselha também a ter cuidado com os "shots", que "devem ser misturados à frente do cliente e nunca compostos em garrafas sem qualquer tipo de identificação".

Em caso de indisposição após a ingestão de uma bebida, a ABZHP aconselha a que "não se hesite em chamar uma pessoa de confiança ou um responsável do bar/discoteca" e em recorrer aos hospitais.

A imprensa tem relatado várias situações de "drink spiking" entre os frequentadores de estabelecimentos nocturnos de Lisboa, mas a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP do Porto disse à Lusa não ter conhecimento de casos deste tipo na sua área de intervenção.

"A única situação com alguma semelhança envolveu roubo a idosos e ocorreu em pleno dia", recordou o comandante da DIC, comissário Rui Mendes, explicando que neste caso, as vítimas foram drogadas com uma substância psicotrópica adicionada às bebidas que os larápios lhes ofereceram "após conquistarem a sua amizade".

Ainda assim, o oficial saudou a iniciativa da ABZHP que, por sua vez, reconheceu que a detecção dos criminosos especializados "drink spiking" é "uma tarefa difícil" para a polícia.

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