Crédito do Cofre da Previdência favorece juiz Carlos Alexandre

O presidente do Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado atribuiu um empréstimo confidencial ao juiz Carlos Alexandre.

Sandra Felgueiras, Soraia Ramos, Joana Machado, Tiago Passos, Rui Silva, Paulo Lourenço, Vedin Trhulj, Mário Raposo, Paulo Nunes, Pedro Sousa /

Foto: Lusa

O crédito de quatro mil euros ultrapassou dezenas de processos que estavam pendentes na secretaria desta instituição de utilidade pública administrativa.

O alegado favorecimento ao conhecido super-juiz é apenas um entre inúmeros crimes económicos que colocam Américo Tomé Jardim no epicentro de um escândalo judicial.

De acordo com o último relatório e contas, o Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado tem 23,5 milhões de euros em imóveis arrendados aos sócios. As unidades hoteleiras estão avaliadas em quase oito milhões.
Guardados a sete chaves

Cerca de 26 milhões estão aplicados em empréstimos pessoais e de habitação concedidos aos associados. O que significa que praticamente metade dos 57 milhões de capitais próprios da instituição estão investidos em empréstimos.

Muitos são de risco. Outros estão guardados a sete chaves e nem passaram pelos serviços. É o caso do empréstimo de quatro mil euros concedido ao juiz Carlos Alexandre em julho de 2012.

O processo deu entrada em junho, mas seguiu de imediato para o gabinete do presidente Américo Tomé Jardim.
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