País
Crédito do Cofre da Previdência favorece juiz Carlos Alexandre
O presidente do Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado atribuiu um empréstimo confidencial ao juiz Carlos Alexandre.
Foto: Lusa
O alegado favorecimento ao conhecido super-juiz é apenas um entre inúmeros crimes económicos que colocam Américo Tomé Jardim no epicentro de um escândalo judicial.
De acordo com o último relatório e contas, o Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado tem 23,5 milhões de euros em imóveis arrendados aos sócios. As unidades hoteleiras estão avaliadas em quase oito milhões.
Guardados a sete chaves
Cerca de 26 milhões estão aplicados em empréstimos pessoais e de habitação concedidos aos associados. O que significa que praticamente metade dos 57 milhões de capitais próprios da instituição estão investidos em empréstimos.
Muitos são de risco. Outros estão guardados a sete chaves e nem passaram pelos serviços. É o caso do empréstimo de quatro mil euros concedido ao juiz Carlos Alexandre em julho de 2012.
O processo deu entrada em junho, mas seguiu de imediato para o gabinete do presidente Américo Tomé Jardim.