Encerramento da Maternidade de Oliveira de Azeméis não provoca despedimentos

O encerramento do bloco de partos e urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital de Oliveira de Azeméis não vai provocar despedimentos, disse à agência Lusa o director do Hospital de São Miguel, António Lima.

Agência LUSA /

De acordo com uma decisão do Ministério da Saúde, aqueles serviços vão ser desactivados quarta-feira, altura a partir da qual as pacientes passam a ser encaminhadas para o Hospital de Santa Maria da Feira.

No hospital de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, vão apenas manter-se as consultas de especialidade para assistir as grávidas ao longo dos nove meses de gestação.

Contactado pela Agência Lusa, António Lima disse que o corpo clínico do seu hospital vai ser destacado para Santa Maria da Feira, situado a cerca de 15 quilómetros de Oliveira de Azeméis.

Para o director "não há argumentos" para contestar a decisão governamental de encerrar o bloco de partos e as urgências de obstetrícia e ginecologia.

"A qualidade dos profissionais é muito boa, mas temos dificuldades na manutenção dos serviços por deficit de recursos humanos. Além disso, temos um número de partos cada vez mais reduzido", reconheceu António Lima, sublinhando que o Hospital de Santa Maria da Feira "fica a menos de 15 minutos de distância".

A decisão de transferir os serviços para Santa Maria da Feira foi tomada pelo Conselho de Administração da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), no seguimento de um despacho do ministro da Saúde, Correia de Campos.

Segundo uma responsável da ARSC, o transporte das parturientes de um hospital para o outro já está coordenado com o Instituto Nacional de Emergência Médica.

O Hospital de S. Miguel torna-se assim na primeira das seis unidades de saúde que verão encerrados os seus blocos de partos, um processo que não provocou qualquer protesto da população de Oliveira de Azeméis.

O Governo já tinha anunciado o encerramento dos blocos de partos de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas até 30 de Junho e dos da Figueira da Foz e Amarante até 31 de Dezembro.

O fecho das maternidades até ao final do ano segue as indicações da Comissão Nacional de Saúde Materna, que apontou 16 blocos de partos como estando a funcionar sem condições de segurança e onde o número de partos era inferior a 1.

500 por ano.

A decisão do Governo já levou a que tivessem sido entregues três providências cautelares para travar o fecho das maternidades: a primeira foi em Barcelos, a que se seguiu a autarquia de Santo Tirso e Elvas, que entregou no Tribunal Administrativo e Fiscal uma providência contra o fecho do bloco de partos.

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