Energias renováveis melhoram nota dada pelos peritos
Lisboa, 09 Jan (Lusa) - A utilização de energias renováveis pode fazer subir um a dois níveis na classificação energética dos edifícios, obrigatória desde o início do ano para todas as casas que se venda ou alugue.
Segundo disse à Lusa Paulo Santos, da Agência para a Energia (ADENE), responsável pela gestão do processo de certificação energética, a existência de painéis solares para as águas quentes sanitárias, um dos factores de maior consumo nas casas, pode, por exemplo, fazer "subir um ou dois níveis" na classificação.
Apesar de não obrigar à aplicação de medidas que melhorem a sua eficiência energética, uma casa com uma classificação energética de A+ (a melhor) terá um valor superior ao de um imóvel com uma nota G, a classe com pior desempenho energético.
"Estes níveis podem depois ter peso no valor das casas porque quem compra ou aluga vai saber exactamente o que terá de gastar para manter a casa quente ou fria enquanto lá morar", disse Paulo Santos, sublinhando que neste campo "será o mercado a funcionar".
Os peritos deverão analisar como é que o edifício está isolado (do frio e calor) e como é que a energia é utilizada, como o espaço é aquecido ou arrefecido, com que tipo de sistema e que combustíveis são utilizados.
Além da classificação, os peritos devem ainda mencionar as oportunidades de melhoria de cada caso.
"A ideia é que se possa dizer às pessoas o que podem fazer para que a classificação da casa possa melhorar e o que podem fazer para poupar energia", afirmou Paulo Santos, sublinhando que não há casos em que o certificado não seja emitido.
O Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior dos Edifícios (SCE) alargou-se desde o início do ano a todos os edifícios.
Esta é a última fase da aplicação do sistema que começou a 01 de Julho de 2007 com a obrigatoriedade de certificação para os edifícios destinados à habitação com área útil superior a 1000 metros quadrados e edifícios de serviços novos ou que tenham sido objecto de grandes obras de remodelação.
A segunda fase arrancou a 01 de Julho de 2008 e abrangeu todos os edifícios novos, independentemente da sua área ou utilização.
Os certificados de eficiência energética têm uma duração de 10 anos.
O Governo espera com este sistema aumentar em mais de 30 por cento a eficiência energética dos edifícios, uma vez que este sector é responsável pelo consumo de aproximadamente 40 por cento da energia final.
SO