Ensino Superior - Ministro quer projecto que fomente tecnologias da informação

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior desafiou hoje a Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) a elaborar um projecto nacional, que assegure que todos os alunos do ensino obrigatório utilizam as tecnologias de informação.

Agência LUSA /

Mariano Gago, que hoje presidiu à sessão de abertura do III Encontro Internacional Artibytes, Percursos Multimodais, promovido pela ESES, referiu o papel que as escolas superiores de educação têm vindo a desempenhar na introdução das novas tecnologias no sistema de ensino e deixou o desafio a que se vá mais além.

"Permitam-me sonhar com um país em que todas as escolas têm acessível para consulta, no seu site, todos os portfolios de todos os alunos que concluíram o nono ano de escolaridade", afirmou Mariano Gago, dando o exemplo de outros países em que a prática de realização de portfolios (em que todo o percurso do aluno fica registado em linguagem não formal) é corrente.

Além deste desafio deixado à ESES, que considerou uma escola que se "tem distinguido nestas áreas", o ministro realçou a experiência desenvolvida pelas escolas superiores de educação na introdução das novas tecnologias de informação nas escolas do primeiro ciclo, um projecto "de intervenção sistemática" que tem vindo a ser avaliado e que vai no seu terceiro ano de aplicação.

Considerando que esta é uma experiência que serve para o futuro, Mariano Gago referiu o facto de estarem em curso contactos do Ministério da Educação com as ESE's para a realização de projectos semelhantes em relação à formação nas áreas da matemática e do inglês para o primeiro ciclo, e, "repensado e com outros parceiros, em outras áreas".

O ensino experimental das ciências é, para o ministro, uma área para a qual é preciso encontrar soluções, com uma "intervenção de proximidade", provavelmente envolvendo pessoas ligadas aos centros de investigação, de forma a que alunos e professores "se sintam à vontade a fazer as coisas".

O percurso que as escolas superiores de educação têm vindo a fazer, indo para além da formação inicial de professores, que esteve na sua génese, foi destacado pela presidente do Conselho Executivo da ESE+s, Maria José Pagarete, que referiu a necessidade destas instituições do ensino superior estarem atentas às mudanças na sociedade e ao aproveitamento dos seus recursos humanos.

O III Encontro Internacional Artibytes, este ano organizado no âmbito do curso de Educação e Comunicação Multimédia, procura promover a utilização das novas tecnologias na educação e na arte.

Maria Barbas, coordenadora da equipa organizadora do encontro, disse à Agência Lusa que os temas a abordar ao longo de três dias correspondem aos interesses manifestados pelos alunos da ESES, consultados no âmbito de um inquérito realizado por uma aluna finalista do curso de Animação Cultural que está a fazer do Artibytes o seu trabalho de final de curso.

Com mais de 170 inscrições de alunos de universidades e escolas superiores de vários pontos do país, o Artibytes conta com a colaboração de 53 comunicadores e responsáveis por Workshops, entre os quais se encontram investigadores de universidades, escolas superiores e instituições nacionais e estrangeiras.

O recurso às novas tecnologias como forma de criação artística está presente em todo o encontro, desde o cartaz ao programa, realizados na disciplina de fotografia do curso de Educação Visual e Tecnológica, até à decoração de todo o espaço, sobretudo com esculturas feitas a partir de peças de computadores, numa reciclagem decorativa criada por alunos do mesmo curso.

Durante a tarde, estarão a funcionar ateliers destinados a alunos das escolas de primeiro ciclo e jardins-de-infância.


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