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Escola Cantina Salazar abre portas agora como Centro Interpretativo do Estado Novo
Em Santa Comba Dão, Viseu, abre esta sexta-feira ao público o Centro Interpretativo do Estado Novo - Regime e Resistência. Um projeto envolto em polémica que dará vida à Escola Cantina Salazar naquela que foi uma escola modelo do Estado Novo, com coordenação científica da Associação Ephemera, fundada por Pacheco Pereira.
De acordo com a autarca de Santa Comba Dão, Inês Matos, foi preciso que “a vontade política se sobrepusesse ao ruído” em torno do projeto e aos receios de que estaria a ser preparado um museu dedicado ao ditador.
“Não queremos nenhum local de culto. Queremos mostrar que é possível abrir-se um centro interpretativo desse período da história de forma isenta e imparcial”, garantiu.
Fátima Pinto - RTP Antena 1
O edifício integra uma biblioteca temática com um espaço para consulta, uma sala de exposição permanente com trabalhos de David Oliveira (artista autodidata na arte da medalhística e da escultura, falecido em 2014) e uma sala de aula da época.
Em menos de um ano de mandato do atual executivo, a decisão foi tomada e executada, com trabalhos por administração direta que implicaram um “esforço muito grande” dos funcionários da autarquia e que não terminam agora, porque este é um projeto que será dinâmico.
“Não se quer um museu a Salazar, mas também não se quer um espaço onde se diga mal da figura principal. Nem uma coisa nem outra. Quer-se um espaço de debate, onde há espaço para todos estudarem, conhecerem, investigarem e debaterem. Quer-se um espaço aberto a todos”.
O Centro Interpretativo do Estado Novo terá uma programação regular de exposições temáticas e de iniciativas de reflexão, como debates, mesas-redondas e conferências, de forma a incentivar os visitantes a regressarem frequentemente.