Escola de Avis apresenta queixa ao Ministério Público

A presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2,3 Mestre de Avis, Portalegre, vai apresentar hoje queixa ao Ministério Público devido à manifestação de alunos de quinta-feira e ao consequente encerramento da escola.

Agência LUSA /

Margarida Neves, presidente do Conselho Executivo da Escola, disse à ag ência Lusa que identificou os alunos que e que vai apresentar queixa ao Ministér io Público devido à "manifestação ilegal" de quinta-feira.

Mais de 20 alunos desta escola continuavam hoje de manhã a manifestar-s e contra as aulas de substituição, um dia depois de protestos semelhantes em vár ias zonas do país.

Alunos do ensino secundário protestaram quinta-feira em vários pontos d o país contra as aulas de substituição, numa iniciativa convocada por telemóvel e Internet que culminou com a realização de uma greve e encerramento de algumas escolas.

"Não somos do secundário mas as aulas de substituição também nos afecta m" referiu à Lusa um dos estudantes da escola Mestre de Avis.

Esta escola, com cerca de 200 alunos, não possui o ensino secundário, m as os alunos das três turmas de 8º e 9º anos quiseram vincar a sua posição contr a a forma como são dadas as aulas de substituição.

"Por vezes jogamos às cartas ou simplesmente não fazemos nada. As aulas tornam-se uma seca", contam os alunos.

No protesto de quinta-feira, encerraram a cadeado o portão da escola, o que levou a que a GNR tenha sido chamada a intervir para repor a normalidade na s aulas, o que viria a acontecer a partir do primeiro tempo de aulas.

Os alunos, apesar de fragilizados pela falta de uma associação de estud antes que os represente, mostram-se determinados a continuar com os protestos at é que uma solução diferente seja encontrada.

Para Margarida Neves durante este ano lectivo não é possível fazer alte rações às aulas de substituição.

"Concordo com o princípio das aulas de substituição e reconheço que o i deal seria que o professor substituto fosse da mesma disciplina, mas em escolas pequenas como a nossa isso não é possível, só temos um professor de geografia e se ele faltar vai ter de ser substituído por um de outra disciplina", concluiu a presidente do conselho executivo.

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