Escola Profissional Mariana Seixas com mais um pólo no próximo ano lectivo
A Fundação Mariana Seixas, de Viseu, dá este mês os primeiros passos para a formalização do novo pólo da sua escola profissional, que espera ter a funcionar no próximo ano lectivo, avançou hoje o presidente da instituição.
Em declarações à Agência Lusa, Francisco Peixoto referiu que com o novo pólo a criar num concelho do distrito (que se escusou a revelar), a Fundação Mariana Seixas passará a ter "a maior escola profissional do país em termos de alunos", totalizando cerca de 650.
"Não é a questão aritmética que nos interessa, mas sim dar à escola a dimensão que consideramos necessária para garantir a sua continuidade, independentemente das políticas do Governo e da Europa", realçou.
Actualmente, a escola, que começou a funcionar em 1999, tem 320 alunos no edifício da Socarvil, em Viseu, e 160 no pólo de Castro Daire. O novo pólo funcionará em instalações já existentes no concelho escolhido.
Este e outros projectos da Escola Profissional Mariana Seixas e a realidade actual do estabelecimento de ensino são temas a abordar durante uma visita de trabalho de secretário de Estado da Educação, Diogo Feio, a realizar quinta-feira.
Segundo Francisco Peixoto, o número de alunos que todos os anos tentam frequentar a escola "é muito superior" à sua capacidade, "o que tem permitido fazer uma selecção em termos de qualidade".
"Queremos ter a dimensão adequada à região, à função social da escola e à qualidade que tem", frisou.
Devido a problemas de falta de espaço, a Fundação Mariana Seixas tem estado também a negociar um terreno para a construção de novas instalações, que deverão estar prontas no prazo de dois anos.
"Já houve autorização por parte do Futebol Clube de Ranhados para a cedência de 22 mil metros quadrados de terreno onde construiremos as novas instalações", referiu Francisco Peixoto.
Segundo o responsável, a escola profissional começou por leccionar cursos do terceiro nível e actualmente tem também do segundo e quarto.
"Gostaríamos de abrir novos cursos, mas isso não tem sido possível devido à exiguidade de instalações", lamentou, contando que uma das formas de contornar a falta de espaço foi criar aulas nocturnas.