Escola secundária construída pela autarquia e com gabinetes para docentes abre na segunda-feira

S. João da Madeira, 11 set (Lusa) -- A nova escola secundária de S. João da Madeira, que foi construída pela autarquia e inclui 80 postos de trabalho individuais para docentes, entra em funcionamento na segunda-feira, com 648 alunos do 7.º ao 12.º ano.

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Essas 28 turmas foram transferidas da antiga Escola Secundária João da Silva Correia para um edifício que, embora mantendo o nome do seu predecessor, foi construído de raiz pela autarquia, que nessa obra de 16.000 metros quadrados aplicou um total de 6,6 milhões de euros.

Além do facto de todo o processo ter sido conduzido pela autarquia, "o que significa que a escola foi construída a preços muito abaixo do que é normal nas obras realizadas pelo Estado", o presidente da Câmara de S. João da Madeira realça duas outras particularidades do edifício: "Inclui gabinetes de trabalho para os professores e tem uma construção de qualidade, com materiais nobres".

Castro Almeida explica: "Cada professor tem aqui a sua secretária individual e as suas gavetas, para não ter que andar com os livros da escola para casa e de casa para a escola. Pode passar aqui o dia todo e depois ir-se tranquilamente embora, o que é uma novidade nas secundárias e uma marca importante desta escola".

No segundo caso, o autarca valoriza a estrutura arquitetónica do edifício por contrariar aquilo que "é uma prática em Portugal: os tribunais serem palácios em granito e mármore e as escolas serem construções de má qualidade".

Por isso é que na nova "João da Silva Correia" a autarquia quis "valorizar o papel e a missão da escola com um gesto de pequeno significado, que foi criar no edifício uma parede em granito polido igual à que há no Tribunal de S. João da Madeira".

"É que não é razoável que no local onde se forma cidadãos tenhamos edifícios de segunda categoria", realça Castro Almeida, "e depois, para julgar os cidadãos que se portam mal, tenhamos edifícios de primeira grandeza".

"É muito importante que os professores se sintam bem e dignificados", acrescenta, "e que os alunos vejam que estão num espaço muito qualificado, o que terá efeitos psicológicos positivos e irá prepará-los melhor para a qualidade, para a exigência e para o rigor".

Margarida Violante, diretora do novo equipamento de S. João da Madeira, acredita que a qualidade do ensino aí prestado será maior do que na escola antiga, que "era muito pequena e antiquada, estava completamente sobrecarregada e já apresentava algumas carências, como ao nível do aquecimento e do arejamento".

"Agora, os alunos vêm para uma escola com grande luminosidade, com espaços amplos e agradáveis, com materiais nobres condignos com a educação e o ensino", declara essa responsável.

"Isso vai deixá-los agradados pelo que vão receber e espero que contribua para o seu sucesso escolar".

No que se refere à classe docente, é idêntica a expectativa quanto às condições de trabalho na nova escola.

"Todos os professores entendem que a articulação curricular e a partilha de experiências são fatores importantíssimos. Há muito que pediam espaços comuns para desenvolverem o seu trabalho e agora todos os têm".

A nova Escola Secundária João da Silva Correia é inaugurada oficialmente pelo ministro da Educação, na quarta-feira. Quanto ao edifício antigo, tudo aponta para que passe a ser uma extensão da Escola Secundária Serafim Leite, que funciona no lado oposto da mesma rua.

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