Escolas com mais 500 professores para combater insucesso

por João Fernando Ramos, Rui Sá

As escolas deverão começar a receber amanhã os professores no âmbito do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar.
No Jornal 2 o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas diz-se satisfeito porque diz esta é uma promessa do governo que foi cumprida.
"Vamos ter realmente mais professores que vão ser empregues no primeiro ciclo já que pensamos que é ai que podemos recuperar défices de conhecimento que depois se refletem em maus resultados mais tarde".

Mais professores não significa menos alunos por turma. Filinto Lima defende a medida como uma das mais importantes ferramentas para o combate ao insucesso. "turmas mais pequenas é algo que esperamos apenas no próximo ano letivo. Está a ser feitio um amplo debate nacional sobre o assunto.

O Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar prevê a colocação já amanhã de 500 novos professores que vão garantir um acompanhamento mais personalizado dos alunos com problemas de aprendizagem.

No Porto, 900 alunos ficaram hoje sem aulas por causa da chuva. A secundária Alexandre Herculano está encerrada, por tempo indeterminado, devido às más condições da escola. Filinto Lima lembra que a este nível (o investimento em infraestruturas) o panorama nacional não é hoje desolador.

"Felizmente o Alexandre Herculano, no Porto, ou o Liceu Camões, em Lisboa, são exceções que nos entristecem", diz o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Filinto Lima lembra que o Ministério da Educação tem em marcha um programa para recuperar mais 200 Escolas EB 2,3 em todo o país, e que as autarquias têm demonstrado um carinho especial pelas escolas do primeiro ciclo.

"Os dois exemplos que referi de abandono para lá do limite não refletem a realidade, mas são preocupantes. Estas são escolas que de facto não tem condições para lecionar".

No Jornal 2 o responsável lembra no entanto um problema que afeta praticamente todas as escolas públicas sem exceção e que também determina falta de condições para um bom ensino. A falta de pessoal auxiliar.

"E um problema que tem anos e que não tem tido resposta capaz. Este ministério deu-nos um paliativo".

Aos trezentos funcionários que chegaram às escolas em setembro junta-se agora a autorização para contratar alguns milhares de horas de prestação de serviços para assistentes operacionais.

Filinto Lima lembra a necessidade de um programa massivo de colocação de funcionários tal como agora está acontecer no caso dos professores que vão ajudar a combater o insucesso escolar nas escolas.

"esta é uma daquelas competências que deveria de ser descentralizada. Onde isso já aconteceu, e a responsabilidade é das câmaras municipais os problemas têm-se resolvido. Onde a dependência é do ministério da educação eles persistem ano após ano".
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