Escolas de Loures com amianto estão cada vez mais degradadas

por Arlinda Brandão - Antena 1

Foto: Arlinda Brandão/Antena1

No concelho de Loures há milhares de alunos que frequentam escolas com placas de fibrocimento, a maior parte nas coberturas. Os casos da EB23 Gaspar Correia na Portela, Escola Secundária da Portela e EB23 Mário de Sá Carneiro em Camarate. Esta é uma das que está em pior situação no país e consta da lista prioritária do Ministério para obras segundo a Direção do Agrupamento de Escolas de Camarate.

Os alunos têm aulas em pavilhões com quase 40 anos, alguns já com fissuras na cobertura, que trazem preocupações em relação à segurança desta comunidade escolar.

O Movimento Escolas Sem Amianto, que surgiu neste concelho, desafiou o primeiro-ministro a integrar no programa de Governo que vai apresentar na Assembleia da República a criação de um Plano Nacional de Remoção do Amianto das escolas no espaço desta legislatura, de quatro anos.

Diz que vai também entregar até ao final do ano uma queixa contra Portugal na Comissão Europeia por inação na remoção de amianto nas escolas, que são edifícios públicos.
A Antena 1 colocou várias questões ao Ministério da Educação, algumas em relação a estas escolas mas apenas obteve a indicação de que  a remoção de materiais com amianto das escolas portuguesas é uma prioridade do plano de investimentos do Ministério da Educação.O Ministerio aponta 200 escolas intervencionadas entre 2016 e 2020,  mas não esclarece quantas já avançaram com essa remoção e quantas continuam à espera.

Oiça a Reportagem nestas três escolas de Loures e a entrevista a André Julião, o coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto.