Escolas reabrem concentradas "no trabalho que há para fazer"

Lisboa, 10 Set (Lusa) - A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera que o novo ano lectivo começa hoje "sem história", num clima de "concentração no trabalho que há para fazer".

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"Há um esforço para acolher todos os alunos e dar resposta às suas expectativas", disse à Agência Lusa Maria de Lurdes Rodrigues, que salienta as colocações de professores durante quatro anos como factor que vai marcar a diferença neste ano lectivo.

"Os professores sabem que podem ficar quatro anos numa escola, os pais conhecem-nos, os alunos também e isso dá mais confiança e pode mudar muita coisa na vida das escolas", defendeu.

Apesar da estimativa optimista, Maria de Lurdes Rodrigues conta já no próximo dia 19 com uma manifestação em Lisboa dos movimentos independentes de professores, que reclamam mudança de políticas.

Maria de Lurdes Rodrigues destaca a figura dos directores como proporcionando "novas condições para exercer a liderança nas escolas, que pode vir a fazer toda a diferença na forma como se organizam e prestam o serviço de educação à comunidade que servem".

Em termos de apoio social, neste ano lectivo destaca-se a novidade de os alunos que entram no ensino secundário verem "duplicados os seus abonos de família numa bolsa de estudo atribuída em função do mérito", disse a governante.

Maria de Lurdes Rodrigues apontou, também, as obras de modernização nas escolas, 36 das quais já foram concluídas, enquanto 75 escolas secundárias e 50 básicas estarão em obras durante o ano.

"Vamos ter muitos alunos a ter aulas em contentores, muito trabalho naqueles monoblocos climatizados com óptimas condições, em muitos casos melhores do que eram as salas de aula. Isto dá uma dinâmica diferente às escolas que podem ter esperança de finalmente serem escolas do futuro", salientou.

Dentro das salas de aula, vai haver mais computadores (um para cada cinco alunos) e um projector de vídeo em cada sala - "acabaram os carrinhos com o retroprojector".

Quanto à pandemia de gripe A (H1N1), Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que "todas as escolas a encararam como mais uma missão e estão organizadas para apoiar alunos e famílias".

APN.

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