Escolas receberam 380 pedidos de matrícula na última semana diz ministro da Educação

Escolas receberam 380 pedidos de matrícula na última semana diz ministro da Educação

As escolas receberam 380 pedidos de matrícula ao longo da última semana, a maioria de alunos de nacionalidade estrangeira, disse hoje o ministro da Educação, assegurando que "ninguém está a falhar" e que o problema não é novo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Estamos na primeira semana de outubro e inscreveram-se 380 alunos, 73% de nacionalidade estrangeira", indicou Fernando Alexandre, em audição no parlamento a requerimento do PS sobre a falta de vagas nas escolas.

No início do ano letivo, centenas de alunos continuavam sem colocação numa escola pública, uma situação que, na altura, o ministro da Educação, Ciência e Inovação justificou, sobretudo, com pedidos de matrícula apresentados fora do prazo, à semelhança de anos anteriores.

Hoje, em resposta ao deputado socialista Miguel Cabrita, o governante atualizou o número de inscrições realizadas quase um mês após o início do ano letivo para sustentar que todos os dias há novos pedidos.

Assegurando que todas as situações estão a ser analisadas "caso a caso", Fernando Alexandre acrescentou que, também à semelhança do que aconteceu em aos anteriores, muitos dos alunos ainda não se encontram em Portugal e "em muitos casos, se são colocados, depois não ocupam nenhuma vaga".

"Ninguém está a falhar, isto é a dinâmica do sistema", defendeu, explicando que a única alteração introduzida este ano diz respeito às reuniões de coordenação de rede da antiga Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), às quais o Ministério pôs fim por considerar que "não faziam sentido".

Segundo explicou, até agora, a antiga DGEstE, cujas funções foram, entretanto, assumidas pela nova Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) decidia o número de turmas que cada escola poderia abrir, assegurando uma distribuição equilibrada pelas escolas do concelho, mesmo que um estabelecimento tivesse capacidade para mais turmas do que aquelas a que foi autorizada.

Este ano, no entanto, a tutela decidiu dar autonomia aos diretores para aceitar a inscrição de tantos anos quantos tivessem capacidade para acolher.

"Isto é uma dinâmica do sistema um bocadinho diferente da que existia, mas estamos a permitir que um maior número de alunos seja colocado na escola onde deseja ser colocado", defendeu, ressalvando que essa mudança face a anos anteriores não tem relação com o problema dos alunos sem colocação.

Ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência, o ministro destacou também o impacto do novo modelo de colocação de professores, com um novo concurso contínuo.

Segundo Fernando Alexandre, o novo modelo tem permitido colocar nas escolas cerca de 200 professores por dia. Ainda assim, o governante admitiu que nem todas as necessidades das escolas são preenchidas através deste mecanismo e até ao final da semana passada havia 563 horários por ocupar desde 04 de setembro.

"É um número reduzido, o problema é que 55% estão nos quadros de zona pedagógica da Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal", alertou.

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