País
Está pronta a acusação do caso de Tancos
A RTP sabe que nem o presidente nem a polémica escuta ao ex-director da PJ militar constam do documento desta acusação.
A escuta foi transcrita para o processo Tancos e a expressão foi entendida pela investigação como sendo uma referência a Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República nega e reafirma que nunca foi informado de nada.
À RTP, o advogado de Vasco Brazão garante que a referência na escuta telefónica está descontextualizada e que o Presidente da República não era o visado no telefonema.
A primeira vez que Marcelo negou saber da encenação na operação de recuperação das armas furtadas em Tancos foi em novembro do ano passado.
Na sequência de uma reportagem do sexta às 9 da RTP, que dava conta de telefonemas entre o antigo Chefe da Casa Militar João Cordeiro e o então diretor da Policia Judiciária Militar, Luís Vieira.
Esses contactos serviram de base para o Ministério Público concluir que João Cordeiro estava a par de tudo no caso de Tancos.
O Jornal I avança que a investigação acredita que o antigo chefe da casa militar de Marcelo sabia das negociações entre Polícia Judiciária Militar e os autores do furto aos paióis e de toda a encenação.
As comunicações mostram também que o tenente-general sabia que a PJM estava a atuar na sombra da Policia Judiciária e a desobedecer às ordens da Procuradoria-Geral da República.
João Cordeiro saiu da Presidência em finais de 2017, já depois de o material furtado dos paióis de Tancos ter aparecido.
O antigo chefe da Casa Militar vai ficar de fora da acusação porque as alegadas provas não podem ser usadas.
A acusação do Ministério Público está pronta e prestes a ser conhecida.
O prazo para o Ministério Público termina esta sexta feira. Ou os arguidos em prisão preventiva têm de ser ser libertados.
Mas alguns advogados defendem que o prazo termina já esta quarta feira à meia noite, data das primeiras detenções.
Fim Peça. >