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Estudo deve servir para resolver problemas estruturais - UGT

Estudo deve servir para resolver problemas estruturais - UGT

A UGT considerou hoje que o estudo que revela que quase um quarto dos concelhos portugueses corre risco de "morte social" deve servir para "resolver problemas estruturais".

Agência LUSA /

"O estudo revela o que empiricamente já tínhamos percebido, mas esperemos que não se fique pelo diagnóstico, pois exigem-se medidas urgentes para resolver os problemas estruturais", disse José Cordeiro, da comissão permanente da UGT.

Em declarações à agência Lusa, José Cordeiro sublinhou que o estudo revela um problema estrutural que "é preciso combater com políticas sérias e com medidas a médio e longo prazo, que apostem na formação e educação".

Sobre o PROGRIDE - Programa para a Inclusão e Desenvolvimento, José Cordeiro realçou que a UGT concorda com todos os programas que "sejam feitos a pensar nos problemas estruturais".

O estudo hoje divulgado serviu de base para as opções de âmbito territorial (áreas de intervenção) do PROGRIDE, que dispõe de uma verba de 15 milhões de euros em 2005.

O estudo do Ministério da Segurança Social, hoje divulgado pelo jornal Público, revela que quase um quarto dos concelhos do país corre o risco de "morte social" por apresentarem características muito rurais com altas taxas de analfabetismo e desemprego.

Intitulado "Tipificação das situações de exclusão em Portugal continental", o estudo traça um mapa do país onde se distinguem seis grupos de concelhos que apresentam diferentes situações-tipo de inclusão/exclusão social.

O "tipo 1" apresenta os melhores níveis de inclusão, por exemplo baixas taxas de desemprego, e o "tipo 6", que de positivo pouco mais tem que uma taxa de criminalidade pequena.

É neste último tipo que se inclui quase um quarto dos concelhos portugueses (68), situados nas regiões de Trás-os- Montes, Dão-Lafões e Baixo Alentejo.

De acordo com o jornal, estes concelhos apresentam características muito rurais, como défice de infra-estruturas e um peso ainda relevante do trabalho agrícola.

Os 68 concelhos apresentam uma taxa de analfabetismo de 17,26 por cento e a mais alta taxa de desemprego, que em 26 concelhos é de 10 por cento.

Este território, habitado por 7,8 por cento da população portuguesa, está "deprimido, empobrecido e desqualificado".

Em contraste, no "tipo 1" concentra-se 28,6 por cento da população do continente - distribuída por 84 concelhos maioritariamente situados na faixa litoral entre a área metropolitana de Lisboa e a do Porto a ainda várias capitais de distritos do interior como Évora e alguns casos isolados como Monchique.

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