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Estudo revela que 68,2% dos jovens em Portugal legitimam violência no namoro

Estudo revela que 68,2% dos jovens em Portugal legitimam violência no namoro

Mais de dois terços dos alunos inquiridos num estudo sobre violência no namoro hoje apresentado no Porto aceitam como legítimos comportamentos abusivos como perseguição e violência psicológica, sendo o controlo o comportamento mais tolerado.

Lusa /
D.R.

"Do total de jovens participantes no estudo nacional de violência no namoro, 68,2% de alunos (5.454) não consideram violência no namoro, pelo menos, um dos 15 comportamentos analisados no inquérito, sendo o controlo, com 53,4% (4.261 alunos), o comportamento mais legitimado, lê-se nas conclusões divulgadas hoje em conferência de imprensa da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta - na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

A perseguição (presencial e digital) com 40,9% (3.268), a violência psicológica com 27,6% (2.199), a violência através das redes sociais com 18,1% (1.448 alunos), violência sexual com 15,1% (1.209 alunos) e a violência física com 5,9% (476 alunos), são outros dos comportamentos mais legitimados entre os estudantes que participaram no inquérito, cuja média de idades é de 15 anos.

A legitimação, neste estudo, significa "não considerar violência os comportamentos questionados, evidenciando as representações sociais acerca da violência no namoro", ressalva a UMAR.

Entre os jovens que indicaram ter tido ou ter uma relação de namoro (5.356 alunos), 66,7% reportaram ter experienciado pelo menos um dos indicadores de vitimação, com o controlo (46,9%) e a violência psicológica (40,7%) a serem os comportamentos mais referidos pelos alunos.

Os indicadores de vitimização mais frequentes entre os jovens são o controlo, a violência psicológica, a perseguição, a violência sexual, a violência através das redes sociais e a violência física.

Os indicadores de vitimização referem-se à "autoidentificação de comportamentos de vitimação reportados nas relações de namoro".

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