Exames. Mecanismo de recurso para falhas na leitura dos códigos QR também falhou
O sistema de identificação automática dos exames nacionais falhou a dobrar na 1.ª fase porque mecanismo de recurso em caso de falhas na leitura dos códigos QR também gerou erros e propagou-os ao longo de todo o processo.
A conclusão consta de um relatório da Deloitte, que prestou apoio técnico ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no processo de classificação digital dos exames nacionais, na sequência das primeiras falhas identificadas durante a 1.ª fase.
No documento, divulgado hoje pelo Ministério da Educação, a consultora confirma que os principais constrangimentos tiveram origem no sistema de leitura dos códigos QR, mas revela que o sistema de identificação automática das provas falhou a dobrar.
Segundo a Deloitte, perante as limitações na leitura dos códigos QR pela Plataforma de Classificação e Supervisão, os casos em que o código não era reconhecido pelo sistema eram corrigidos manualmente, mas para reduzir a necessidade de intervenção manual, foi introduzido um mecanismo alternativo.
Este mecanismo permitia ler o número convencional (que identifica cada prova, garantindo o anonimato) impresso sob o código QR, mas "apresentava níveis de reconhecimento substancialmente inferiores aos da leitura dos códigos QR", lê-se no relatório.
Assim, a alternativa criada nos casos em que o sistema principal falhava acabou por aumentar as leituras incorretas e manter a necessidade de correção manual.
"A solução acabou, assim, por introduzir erros adicionais na identificação e na consistência das provas, que se propagaram às fases seguintes de processamento, agregação e separação de perguntas, originando situações em que páginas de uma mesma prova apresentavam números convencionais distintos", acrescenta a consultora.