Exames nacionais arrancam quarta-feira para mais de 104 mil alunos do 9º ano

Cerca de 104 mil alunos do 9º ano começam quarta-feira os exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico, com a realização da prova de Língua portuguesa em 1.297 escolas de todo o país.

Agência LUSA /

Introduzidos no ano passado pela primeira vez, os exames nacionais do 9 º ano vieram substituir as provas de aferição que serviam para avaliar conhecime ntos, mas não contavam para nota, não sendo sequer assinadas pelos alunos.

Este ano, os exames valem 30 por cento para a classificação final dos e studantes às disciplinas de Português e Matemática, mais cinco por cento do que no ano lectivo anterior.

Quarta-feira realiza-se a prova de Língua Portuguesa e sexta a de Matem ática, com os alunos a dispor de 90 minutos para testar conhecimentos relativos à matéria leccionada ao longo dos três anos do terceiro ciclo.

Os exames são cotados numa escala de 0 a 100, depois convertida em nota s de um a cinco, sendo afixadas as pautas a 12 de Julho.

No ano passado, os resultados não foram muito animadores, com mais de d ois terços de negativas a Matemática e quase um quarto de chumbos a Português.

No entanto, como os exames valiam apenas 25 por cento no ano passado, u m aluno podia passar à disciplina mesmo que tivesse a nota mais baixa da escala no exame, desde que tivesse pelo menos três valores na classificação final do 3º período.

Com o aumento do peso das provas introduzido este ano, a margem dos alu nos já não é tão favorável, uma vez que uma classificação final de três valores obriga os estudantes a ter pelo menos dois no exame para não reprovarem à discip lina.

De acordo com os dados do Júri Nacional de Exames, 104.194 alunos do 9º ano vão fazer as provas às duas disciplinas, mas o número final deverá, contudo , ser bastante inferior, à semelhança do que aconteceu no ano passado, em que ce rca de 85 mil testaram conhecimentos.

Os exames do 9º ano são obrigatórios para a conclusão do ensino básico, estando apenas dispensados os estudantes com necessidades educativas especiais de carácter permanente, os dos currículos alternativos ou os oriundos de países de língua não portuguesa que estejam em Portugal há menos de dois anos lectivos, sendo a dispensa decidida a nível interno das escolas.

Além destas excepções, só os alunos da Região Autónoma dos Açores não fazem exames nacionais por terem um regime próprio, que os obriga apenas à realização de provas de aferição.

Automaticamente excluídos dos exames ficam os alunos que estejam já rep rovados no 9º ano, a não ser que queiram autopropor-se para realizar as provas.

Todos os professores do terceiro ciclo que leccionam estas disciplinas estão "convocados" para a correcção dos exames, ficando os responsáveis dos agrupamentos escolares encarregues da gestão desta bolsa de correctores.

à semelhança do que aconteceu em 2005, o Ministério da Educação (ME) de cidiu não pagar a revisão dos exames, por considerar que a tarefa se inclui "no quadro regular das actividades dos professores do ensino básico".

Segundo a tutela, a realização de exames nacionais no 9º e 12º anos cus ta ao Estado cerca de 6,5 milhões de euros.


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