PS quer saber se problemas vão repetir-se na segunda fase
PCP não acredita que classificações sejam publicadas hoje
“Como é que as notas serão publicadas se há agrupamentos cuja verificação de pauta já foi adiada para segunda-feira?”, quis também saber Paula Santos.
A deputada vincou que “os problemas estão longe de estar resolvidos, porque mesmo que sejam publicadas as classificações” falta esclarecer “quais foram as orientações para a classificação das provas”.
Ministro salienta que "rigor e transparência" nos exames são prioridade
"Não há razão nenhuma para adiar o calendário das candidaturas", continuou.
CDS critica "hipocrisia da esquerda" e apela a mais reformas do ministro
PAN critica "trapalhada e processo atabalhoado"
“A digitalização tem de estar ao lado da educação, mas também ao serviço das famílias, dos alunos e dos docentes”, defendeu.
A deputada quis saber se as provas vão estar disponíveis para consulta e se os processos de revisão serão disponibilizados.
PS diz apoiar digitalização e culpa Governo pelas falhas
“O Partido Socialista nunca se opôs à inovação, nunca foi contra a digitalização, pelo contrário”, assegurou a deputada.
“O que nunca aceitaremos é que, em nome de um discurso reformista, se transformem alunos, professores e escolas em meras cobaias de experiências mal concebidas”, explicou.
A socialista afirmou ainda que “uma reforma desta dimensão exige preparação, testes rigorosos, planos de contingência, comunicação clara e uma coordenação eficaz”, sendo que “foi precisamente aí que esse plano falhou”.
PSD fala do "inabalável sentido de responsabilidade" dos professores e critica PS
"Vemo-nos na Comissão Parlamentar de Inquérito", atira Bloco
“Tenho só uma pergunta para lhe fazer: o que é que correu bem?”, questionou, dirigindo-se a Fernando Alexandre.
“As notas que saíram hoje sairão por responsabilidade dos professores. O que falhou foi tudo por sua causa. Vemo-nos na Comissão Parlamentar de Inquérito”, concluiu.
Livre lamenta que lamenta falhas e pede garantias ao ministro tranquilidade aos alunos e escolas
Chega não quer demissão do ministro mas exige que este resolva os problemas
“A culpa foi dos professores, a culpa foi das famílias que marcaram férias de forma imprudente na altura dos exames, a culpa foi dos funcionários que não souberam levar a cabo uma plataforma que já tinha sido testada e que sabíamos que não ia funcionar”, enumerou.
O líder do Chega considerou que “um Governo que passa a culpa a um e a outro e não percebe que quem tutela a Educação tem a responsabilidade” de dar resposta “está a falhar na sua função de ser Governo”.
Ainda assim, disse não pretender a demissão do ministro Fernando Alexandre. “Nós não queremos que pegue nas suas coisas e vá embora; queremos que fique aí a resolver os problemas”, assegurou.
JPP diz que Governo falhou "no planeamento e na execução"
PS quer saber se alunos vão receber link para visualizar os exames
“Ainda mantém que todos os alunos receberão links para visualizarem as suas provas sem mais delongas ou burocracias?”, começou por questionar o deputado, dirigindo-se ao ministro da Educação.
Entre várias outras questões, Porfírio Silva perguntou se “vai ser preciso pagar para pedir reapreciação” e se o Governo “terá mais alguma alteração ao calendário para o adaptar à realidade dos acontecimentos”.
IL diz que ministro "chumbou" no processo dos exames
“O senhor ministro conseguiu o pleno num processo que tinha a obrigação de ser bem gerido. Mas chumbou”, disse. “O senhor ministro chumbou"
PCP condena "procedimento experimentalista" que fez dos alunos "cobaias"
"O caos nos exames não está dissociado do desmantelamento do Ministério da Educação. Denunciámos no ano passado que estávamos perante a imposição de uma alteração radical feita à revelia das instituições", afirmou a deputada.
A comunista defendeu ainda que "a afixação dos resultados dos exames não pode ser feita de qualquer maneira nem é um mero ato administrativo. Tem de garantir rigor".
Avisou ainda que "serão certamente muitos os pedidos de reapreciação, dada a falta de fiabilidade do procedimento adotado".
"Com toda esta trapalhada neste final de ano letivo que ainda está por concluir, com os professores assoberbados, como está a ser preparado o próximo ano letivo?", questionou, desafiando o ministro da Educação a garantir que não vai haver constrangimentos.
Todos os exames estão classificados e pautas serão afixadas hoje
O ministro da Educação confirmou hoje que todos os exames nacionais do ensino secundário estão classificados e antecipou que, por isso, as pautas serão afixadas até ao final do dia.
"O Júri Nacional de Exames tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas", disse Fernando Alexandre, acrescentando que não antecipa "razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames".
O balanço foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação numa breve declaração aos jornalistas, na Assembleia da República, antes do início do debate de urgência requerido pelo PCP.
Começou o debate
Fenprof apresenta queixa à Procuradoria-Geral da República
Os representantes da Fenprof já estão na Procuradoria-Geral da República para entregar uma queixa contra o Governo por causa dos problemas no processo dos exames nacionais e com o objetivo de "apurar responsabilidades". O secretário-geral da entidade anunciou que ainda há professores a receber itens para corrigir.
"Ao longo deste processo, o que foi exigido aos professores é que fizessem a classificação dos itens que iam sendo recebidos, sem todos os elementos necessários", afirmou.
Segundo o responsável, os professores iam recebendo as provas e "foram pressionados para dar classificações de provas, mas faltavam todos os elementos".
Como foi apontado nos últimos dias, "havia itens elegíveis, itens que faltavam". Tudo isto, para a Fenprof, "constitui uma prática de ilícito criminal, porque não são dadas todas as condições a quem quer classificar provas de exames nacionais".
Os resultados devem ser afixados durante a tarde desta sexta-feira. Mas José Feliciano Costa indicou que há informação de professores que ainda esta manhã têm estado a receber itens para corrigir.
O responsável voltou a desmentir que haja falta de professores classificadores.
"Há, neste momento, professores que se disponibilizaram para serem professores classificadores e não foram contactados ainda".
Resultados dos exames devem ser afixados esta tarde
Foram realizadas mais de 300 mil provas foram realizadas.
Exames nacionais. Milhares de alunos esperam divulgação das notas
Estava prevista para terça-feira mas foi adiada para esta sexta-feira a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário. Milhares de alunos aguardam a divulgação das notas das provas, num processo marcado por atrasos, problemas técnicos e falta de professores classificadores.
O ministro Fernando Alexandre que vai estar esta manhã no parlamento para um debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre os exames nacionais.
O Movimento Missão Escola Pública acredita que as pautas vão aparecer mais logo nas escolas, como promete o Governo. No entanto, ao longo do dia de ontem nenhuma disciplina tinha pauta completa.
Assim, a porta-voz do movimento, Cristina Mota, considera que o prazo para publicar as notas deve estender-se até ao final da tarde.
"Até este momento (...) ainda não temos sinal que as classificações possam chegar às escolas. Temos que aguardar", frisou o presidente da Associação Nacional de Diretores das Escolas Públicas que acrescentou que o Governo não divulgou a que hora é que as classificações poderiam chegar.
Para Filinto Lima, "vai ser uma tarde longa. Estamos muito ansiosos para afixar as pautas. E os nossos alunos estão muito ansiosos para as consultar".
As classificações vão chegar às escolas por via digital e posteriormente em papel "onde os alunos realizaram as provas".
O presidente da Associação Nacional de Diretores das Escolas Públicas espera que "esta novela mexicana" termine e realçou que os professores "foram os heróis nacionais deste momento".
Antes deste esclarecimento à Agência Lusa, o EduQA, Instituto de Avaliação Educativa, em reunião com a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, durante a tarde, tinha dito que todo o acesso às provas tinha de ser feito através de pedido formal.1.ª fase marcada por vários constrangimentos
Com mais de 300 mil provas realizadas em papel, a implementação do processo de classificação digital, que acontece pela primeira vez, implicou a digitalização de milhões de folhas de resposta, posteriormente distribuídas pelos professores para classificação.
Os problemas começaram a surgir, desde logo, com o exame de Português – o primeiro realizado pelos alunos – que tardou a chegar aos classificadores por “dificuldades técnicas”, segundo o Júri Nacional de Exames (JNE).
Aos primeiros atrasos na disponibilização das provas, seguiram-se relatos de folhas mal digitalizadas, respostas incompletas por falta de folhas de continuação e dificuldades na plataforma de classificação.“[As dificuldades] estão a ser resolvidas, nós continuamos dentro dos prazos previstos”, afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação no dia 29 de junho, seis dias após o arranque do processo de classificação.
Na mesma semana, o Governo acabou por anunciar o adiamento da divulgação dos resultados, de 14 para 17 de julho.
De acordo com o novo calendário, os professores teriam até às 23h59 do dia 14 de julho para classificar os exames nacionais – mais quatro dias do que inicialmente previsto –, mas, a poucas horas do fim do prazo, o Ministério prolongou-o por mais 24 horas.
Na altura, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) garantiu que o prolongamento do prazo não punha em causa a afixação das pautas, mas na quinta-feira ainda havia provas por classificar.
"Estamos com dificuldades em conseguir que haja professores classificadores para algumas provas", disse Fernando Alexandre na quinta-feira, justificando o atraso na conclusão do processo.
Por outro lado, na reta final do processo, os docentes continuavam a receber novos itens para classificar, devido a falhas identificadas durante a verificação e validação do sistema.Entre folhas de continuação com repostas e novas digitalizações, alguns professores tiveram mesmo de classificar itens que já tinham avaliado, merecendo, por isso, um pedido de desculpas por parte do ministro da Educação.
Depois da publicação das pautas, os alunos que queiram repetir a avaliação deverão inscrever-se na 2.ª fase, inicialmente prevista para começar a 16 de julho, mas que arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.