Explosão mata operacional da GNR em Tavira

Um militar da GNR morreu e outros quatro ficaram feridos, dois deles gravemente, quando desactivavam, em São Marcos de Tavira, 50 quilos de explosivos apreendidos, confirmou à agência Lusa o Capitão Manuel Jorge daquela força.

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Os cinco militares "estavam a proceder à destruição controlada de cerca de 50 quilos de pólvora e outros artefactos pirotécnicos" RTP

Dois dos feridos ficaram "em estado muito grave" depois do rebentamento que ocorreu às 17:30, referiu a mesma fonte.

Aqueles feridos foram transportados por helicóptero, de São Marcos de Tavira, local onde decorriam os trabalhos, para os hospitais de São José e Santa Maria, em Lisboa. Foram estabilizados e entubados no local, "apresentando queimaduras no corpo acima dos 70 por cento", afirmou à Lusa fonte da GNR.

Os outros dois feridos, que foram transportados para o Hospital de Faro, "apresentam queimaduras ligeiras e estão fora de perigo", afirmou à Lusa uma fonte hospitalar.

Os cinco militares "estavam a proceder à destruição controlada de cerca de 50 quilos de pólvora, e outros artefactos pirotécnicos, apreendidos no âmbito de operações da Guarda" e pertenciam à Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos Improvisados pertencentes a Faro, da Brigada Terriorial nº 3", afirmou o Capitão.

O perímetro da Carreira de Tiro Militar de São Marcos de Tavira está vedado e isolado, estando a "Guarda Nacional Republicana a averiguar e a proceder aos primeiros inquéritos", ainda "não existem resultados confirmados da causa do acidente" confirmou fonte do Comando Geral da Guarda.

Os cinco militares, da GNR "um sargento e quatro praças, são elementos habilitados a manejar e habituados a lidar com estes engenhos e materiais", afirmou fonte da brigada territorial 3.

A GNR já nomeou um oficial para informar as famílias do sargento e dos quatro praças.

A Brigada Territorial 3, a que pertenciam os cinco militares, abrange todo o Alentejo e Algarve, tendo cerca de três mil militares.


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