F-16 fizeram hoje treinos sobre Lisboa, Falcon transportava chefe da Força Aérea
Dois caças F-16, da Força Aérea Portuguesa, fizeram um treino de intercepção de um avião e de escolta a chefes de Estado, acompanhando um Falcon 50 até ao aeroporto da Portela, em Lisboa.
O porta-voz da FAP, Paulo Gonçalves, disse à Agência Lusa que, para os pilotos, o exercício começou como se fosse um alerta "a sério" de um avião, a voar sobre o Atlântico, que "se dirigia, sem identificação, ao aeroporto da Portela", e que teria que ser interceptado.
Só depois de estarem no ar as tripulações dos dois caças foram informadas que se tratava de um exercício e que, a bordo do jacto que normalmente transporta o Presidente, o primeiro-ministro ou governantes, viajava o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), o general Luís Araújo, em regresso de uma visita aos Açores.
Segundo o porta-voz da FAP, anualmente os F-16 "fazem mais de vinte missões", devidamente armados, de intercepção a aviões comerciais que "voam ou sem identificação, sem plano de voo ou fora de rota", e que se revelam "falsos alarmes".
Na prática, são aviões em situação similar à dos aviões utilizados no atentado contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, em 2001.
Paulo Gonçalves explicou que, para manter certificações e qualificações", os pilotos da FAP têm que fazer um determinado tipo de voos e missões, em que se inclui a aproximação a Lisboa e o treino de intercepção a aeronaves.
A escolta de chefes de Estado, que protocolarmente é destinada apenas a Presidentes da República e Reis, é um desses treinos que, quando se efectuam sobre a capital, a Força Aérea escolhe horários que não causem "situações de comoção" na população.