Falta de água em Almada. Autarca aponta para desvios de rede como origem do problema

Falta de água em Almada. Autarca aponta para desvios de rede como origem do problema

Em entrevista à RTP, Inês de Medeiros garantiu esta quarta-feira que estão previstos investimentos na rede e apontou as ligações clandestinas como uma das principais causas para o aumento do consumo e para as falhas frequentes de agua.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Clay Banks - Unsplash

A presidente da Câmara de Almada decretou esta quarta-feira situação de alerta devido às falhas no abastecimetno naquele concelho. 

Em declarações à RTP, Inês de Medeiros assume que as próximas duas semanas poderão ser difíceis, mas espera conseguir estabilizar a situação. 

"Não estamos a conseguir captar o suficiente para o consumo que mais que duplicou este ano, e sobretudo em certas zonas do nosso concelho", afirma a presidente da Câmara.

"Fomos surpreendidos com desvios de rede onde não estavamos a contar", acrescentou. 
Inês de Medeiros afirma também já ter falado com a ministra do Ambiente e que a governante se disponibilizou para ir ao concelho e que poderá "corrigir algumas declarações" entretanto proferidas.

"No PTRR, a primeira coisa que apresentámos como proposta foi um investimento de 10,7 milhões de euros para reforçar a rede", vincou.

Esta tarde, em declarações aos jornalistas, a minista do Ambiente afirmou que a Cãmara de Almada de não tem feito "os investimentos necessários" para evitar a falta de água constante durante o verão.

Maria da Graça Carvalho afirmou que este munícipio tem apresentado perdas de água ao longo do sistema de cerca de 40 por cento, sendo uma das piores situações a nível nacional.  

Defendeu, nestas declarações, que o município deveria recorrer aos fundos disponíveis para reduzir perdas e modernizar as infraestruturas.

A ministra referiu que existem verbas disponíveis através dos programas operacionais do Sustentável 2030, mas salientou que é necessário apresentar candidaturas para aceder ao financiamento.

"Existe financiamento nos vários programas operacionais no Sustentável 2030, mas é preciso concorrer. É preciso fazer as propostas, negociar e depois lançar os concursos. É assim que se consegue preparar o futuro", sublinhou.

c/ Lusa
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