País
Falta de água em Almada. Autarca aponta para desvios de rede como origem do problema
Em entrevista à RTP, Inês de Medeiros garantiu esta quarta-feira que estão previstos investimentos na rede e apontou as ligações clandestinas como uma das principais causas para o aumento do consumo e para as falhas frequentes de agua.
A presidente da Câmara de Almada decretou esta quarta-feira situação de alerta devido às falhas no abastecimetno naquele concelho.
Em declarações à RTP, Inês de Medeiros assume que as próximas duas semanas poderão ser difíceis, mas espera conseguir estabilizar a situação.
"Não estamos a conseguir captar o suficiente para o consumo que mais que duplicou este ano, e sobretudo em certas zonas do nosso concelho", afirma a presidente da Câmara.
"Fomos surpreendidos com desvios de rede onde não estavamos a contar", acrescentou.
Inês de Medeiros afirma também já ter falado com a ministra do Ambiente e que a governante se disponibilizou para ir ao concelho e que poderá "corrigir algumas declarações" entretanto proferidas.
"No PTRR, a primeira coisa que apresentámos como proposta foi um investimento de 10,7 milhões de euros para reforçar a rede", vincou.
Esta tarde, em declarações aos jornalistas, a minista do Ambiente afirmou que a Cãmara de Almada de não tem feito "os investimentos necessários" para evitar a falta de água constante durante o verão.
Maria da Graça Carvalho afirmou que este munícipio tem apresentado perdas de água ao longo do sistema de cerca de 40 por cento, sendo uma das piores situações a nível nacional.
Maria da Graça Carvalho afirmou que este munícipio tem apresentado perdas de água ao longo do sistema de cerca de 40 por cento, sendo uma das piores situações a nível nacional.
Defendeu, nestas declarações, que o município deveria recorrer aos fundos disponíveis para reduzir perdas e modernizar as infraestruturas.
A ministra referiu que existem verbas disponíveis através dos programas operacionais do Sustentável 2030, mas salientou que é necessário apresentar candidaturas para aceder ao financiamento.
"Existe financiamento nos vários programas operacionais no Sustentável 2030, mas é preciso concorrer. É preciso fazer as propostas, negociar e depois lançar os concursos. É assim que se consegue preparar o futuro", sublinhou.
c/ Lusa