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Falta de auxiliares suspende aulas na escola Pedro Santarém em Lisboa

Falta de auxiliares suspende aulas na escola Pedro Santarém em Lisboa

A adesão dos auxiliares de acção educativa à greve da Função Publica levou à suspensão das aulas na escola básica Pedro Santarém, em Benfica, noventa minutos depois da actividade lectiva se ter iniciado.

Agência LUSA /

Apenas seis dos 30 auxiliares não aderiram à greve decretada para hoje pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Publica (FNSFP) o que, às primeiras horas da manhã, ainda permitiu a abertura da escola e das salas para aulas de noventa minutos.

Contudo, segundo o vice-presidente do Conselho Directivo daquele estabelecimento de ensino, noventa minutos depois o número de funcionários ao serviço já não permitiria assegurar o normal funcionamento da escola que recebe diariamente 900 alunos.

José António Fidalgo explicou que, para uma escola desta dimensão se manter aberta e a funcionar com normalidade precisa de todos os funcionários de forma a garantir a abertura e fecho das salas, a segurança e a vigilância.

Cerca das 10:00 de hoje, dezenas de alunos concentravam-se na entrada e no pátio da escola a aguardar que os pais os viessem buscar, enquanto outros faziam uma fila junto ao telefone da recepção do estabelecimento de ensino para contactar a família.

Das três grandes escolas da zona de Benfica, em Lisboa, visitadas pela Agência Lusa, apenas nesta se fez sentir o efeito da grave.

A poucos metros da Pedro Santarém, a escola Secundária Gomes Ferreira, com 958 alunos, estava a funcionar normalmente.

O mesmo acontecia, cerca das 09:00, na escola Delfim Santos, em S. Domingos de Benfica.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP), que convocou a paralisação, prevê que a greve tenha mais impacto entre o pessoal auxiliar e administrativo dos sectores da saúde e educação e nos serviços de atendimento da administração central.

Segundo a federação, a greve dos trabalhadores da função pública registava às 10:30 de hoje uma "adesão muito elevada", com diversas escolas encerradas e serviços reduzidos no sector da saúde.

O dirigente sindical Paulo Trindade disse que a adesão do pessoal administrativo e auxiliar do sector da educação levou ao encerramento da Escola Afonso III, Montenegro, Vale Carneiro e Santo António, todas em Faro.

No Porto, encontram-se fechadas as escolas Clara Resende e Ramalho Ortigão, e em Matosinhos os estabelecimentos de Padrão da Légua, Senhora da Hora, Cruz de Pau e Custóias.

Os promotores do protesto esperam a presença de dezenas de milhares de pessoas na manifestação nacional convocada para hoje à tarde em Lisboa, tendo emitido o pré-aviso para permitir aos trabalhadores reservarem o dia para se deslocarem à manifestação ou fazerem greve, caso não possam deslocar-se à capital.

A FNSFP defende a aposentação com respeito de direitos constitucionais como o direito à carreira, estabilidade de emprego e à negociação colectiva das condições de trabalho.

O Governo do PS congelou as carreiras na Função Pública e apresentou diplomas de redução da despesa pública, que afectam as regras de aposentação e o sistema de protecção na doença, retiram bonificações para efeito de reforma a corpos especiais e alteram o sistema de avaliação de desempenho.

A concentração está marcada para as 15:00, no Marquês de Pombal, em Lisboa, de onde os manifestantes seguem para a Assembleia da República.

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