País
Falta de medicamentos em hospitais. IPO pede fármacos emprestados quase diariamente
Faltam medicamentos em alguns hospitais de Lisboa, levando a que estejam a ser pedidos a outros hospitais do Porto, Faro ou Évora para garantirem o tratamento de doentes. No caso do IPO a lista é extensa e vai desde o paracetamol a fármacos para o cancro.
Desde janeiro, é raro o dia em que o IPO de Lisboa não pede medicamentos a outras unidades de saúde. Na lista de quarta-feira, a que a RTP teve acesso, são 17, desde paracetamol a medicamentos para o cancro.
Os profissionais denunciam haver já racionamento de tratamentos, mas à RTP a instituição garante não haver qualquer interrupção e que estes pedidos acontecem entre unidades da rede, com o IPO a emprestar também até a privados.
"Os empréstimos entre unidades de saúde do SNS constituem um mecanismo pontual sempre que existe a necessidade de antecipar potenciais problemas de disponibilidade, decorrentes de diversos fatores”, garantiu.“Assim, um pedido dirigido a outra instituição não traduz uma situação de rutura de medicamento ou falha assistencial, mas uma gestão preventiva de necessidades enquanto se assegura o reforço de stock".
Mas a preocupação aumenta na ULS de Lisboa Ocidental, que inclui o Hospital São Francisco Xavier.
Há farmacêuticos que garantem à RTP que os tratamentos são garantidos há dois meses também através de empréstimos de outros hospitais, até do Porto, Faro ou Évora.
Também em declarações à RTP, responsáveis das unidades locais de Saúde lembram que sem compras centralizadas não há previsibilidade e as aquisições são afinal mais pequenas e mais caras. Já a direção dos Serviços Partilhados esclarece que está em funções há apenas 26 dias úteis, com a central de compras a manter a mesma equipa.
Os profissionais denunciam haver já racionamento de tratamentos, mas à RTP a instituição garante não haver qualquer interrupção e que estes pedidos acontecem entre unidades da rede, com o IPO a emprestar também até a privados.
"Os empréstimos entre unidades de saúde do SNS constituem um mecanismo pontual sempre que existe a necessidade de antecipar potenciais problemas de disponibilidade, decorrentes de diversos fatores”, garantiu.“Assim, um pedido dirigido a outra instituição não traduz uma situação de rutura de medicamento ou falha assistencial, mas uma gestão preventiva de necessidades enquanto se assegura o reforço de stock".
Mas a preocupação aumenta na ULS de Lisboa Ocidental, que inclui o Hospital São Francisco Xavier.
Há farmacêuticos que garantem à RTP que os tratamentos são garantidos há dois meses também através de empréstimos de outros hospitais, até do Porto, Faro ou Évora.
Também em declarações à RTP, responsáveis das unidades locais de Saúde lembram que sem compras centralizadas não há previsibilidade e as aquisições são afinal mais pequenas e mais caras. Já a direção dos Serviços Partilhados esclarece que está em funções há apenas 26 dias úteis, com a central de compras a manter a mesma equipa.