País
Família de idosa que morreu nas urgências processa Hospital de Aveiro
A família de uma mulher de 85 anos que morreu após quatro horas sem atendimento nas urgências do Hospital de Aveiro vai processar a unidade de saúde. A direcção do hospital assume para já toda a responsabilidade e ordenou a abertura de um inquérito.
Trata-se do caso de uma doente que deu entrada na Urgência do Hospital de Aveiro pelas 14h00 e a quem, na fase de triagem, foi atribuída a cor amarela, o que obrigava a que tivesse sido observada por um médico em uma hora. Três horas e 45 minutos depois de ter dado entrada na Urgência, e antes que fosse observada pelos médicos, a idosa acabou por falecer.
A direcção do hospital já veio reconhecer que devido ao aumento do afluxo às urgências, a unidade não teve capacidade de resposta, apesar de ter reforçado a equipa do serviço com mais dois médicos.
Lurdes Sá, directora clínica do hospital, sublinha ainda que o aumento de doentes na sua urgência nessa tarde de terça-feira não poderia ter qualquel relação com o encerramento de Serviços de Urgência noutros locais, uma vez que "não encerrou nenhum hospital que depende directamente do Hospital de Aveiro".
No entanto, a Ordem dos Médicos (OM) iliba a unidade de saúde e os profissionais e atribui a responsabilidade desta morte ao Governo, nomeadamente nesse ponto polémico das políticas que determinaram o encerramento de vários serviços de urgência. O bastonário José Manuel Silva afirma que a situação se deveu à sobrecarga da urgência, e que "é ao primeiro-ministro José Sócrates que devem ser imputadas responsabilidades".
Em comunicado, a OM considera ainda que muitas das urgências estão a funcionar para além do limite das suas capacidades para atender os doentes com qualidade, humanidade e rapidez e defende a reabertura de alguns dos serviços de urgência encerrados.
A direcção do hospital já veio reconhecer que devido ao aumento do afluxo às urgências, a unidade não teve capacidade de resposta, apesar de ter reforçado a equipa do serviço com mais dois médicos.
Lurdes Sá, directora clínica do hospital, sublinha ainda que o aumento de doentes na sua urgência nessa tarde de terça-feira não poderia ter qualquel relação com o encerramento de Serviços de Urgência noutros locais, uma vez que "não encerrou nenhum hospital que depende directamente do Hospital de Aveiro".
No entanto, a Ordem dos Médicos (OM) iliba a unidade de saúde e os profissionais e atribui a responsabilidade desta morte ao Governo, nomeadamente nesse ponto polémico das políticas que determinaram o encerramento de vários serviços de urgência. O bastonário José Manuel Silva afirma que a situação se deveu à sobrecarga da urgência, e que "é ao primeiro-ministro José Sócrates que devem ser imputadas responsabilidades".
Em comunicado, a OM considera ainda que muitas das urgências estão a funcionar para além do limite das suas capacidades para atender os doentes com qualidade, humanidade e rapidez e defende a reabertura de alguns dos serviços de urgência encerrados.