Família do estudante morto no Porto avança com um processo-crime contra terceiros

Porto, 06 abr (Lusa) -- A família do estudante universitário que morreu na sexta-feira no Porto alegadamente por queda involuntária após uma desavença vai intentar um processo-crime contra terceiros, afirmou hoje à Lusa a advogada da família.

Lusa /

"Existem motivos para que, na realidade, haja processo-crime em vários parâmetros", disse a jurista.

Um jovem de 20 anos, estudante do Instituto Superior de Contabilidade e Administração, do Politécnico do Porto, apareceu ferido na zona do polo universitário da Asprela, nesta cidade, na sexta-feira e foi assistido pelo INEM, vindo a morrer no Hospital de São João.

Os indícios recolhidos sobre a morte do estudante universitário sugerem que houve "uma queda involuntária" da própria vítima, disse nesse dia à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

A PJ vai continuar a recolher depoimentos dos elementos envolvidos, mas todos os indícios "recaem sobre a hipótese da queda como razão da morte do estudante, na sequência de uma desavença, embora falte ainda conhecer os resultados da autópsia", referiu à Lusa fonte daquela força policial.

"A queda dever-se-á a uma intervenção voluntária de uma amiga que tentou separar a vítima dos agressores. E foi nessa separação que terá caído e não voltou a levantar-se", explicou a mesma fonte, segundo a qual estas informações têm na sua base as diligências da Judiciária e a recolha de imagens captadas por câmaras de videovigilância.

A advogada realçou ainda não ter tido mais informações por parte da PJ, nem acesso às filmagens recolhidas por esta.

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