País
Famílias ciganas dormem frente à Câmara Municipal de Loures
A comunidade cigana da Quinta da Fonte vai ter de regressar hoje ao bairro que foram obrigados a abandonar por falta de segurança. Pelo menos é o que dizem as autoridades. Só que as 73 famílias ciganas não estão de acordo e passaram a noite em vigília de protesto em frente à Câmara Municipal de Loures. Já esta manhã a policia deteve uma pessoa por posse de arma ilegal.
Algumas das famílias de etnia cigana que estiveram até ontem realojadas num pavilhão em São João da Talha pernoitaram esta noite no jardim de Loures em frente à Câmara Municipal protestando contra a intenção das autoridades de os obrigarem a regressar a suas casas na Quinta da Fonte.
A contestação foi decidida depois de na reunião que a autarquia de Loures manteve ontem com o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Governadora Civil e Segurança Social, ter ficado decidido que nove famílias que ficaram com as suas casas vandalizadas iriam ser realojadas em tendas de campanha à entrada da Quinta da Fonte.
As 73 famílias, num total de 200 pessoas, concentraram-se diante da Câmara Municipal de Loures desde as 17 horas de ontem e ali passaram a noite ao relento, deitados em colchões e embrulhados em cobertores.
A intenção destas famílias é manterem-se no local e continuar a dormir ao relento até que o Governo arranje outra situação.
Recorde-se que o presidente da Câmara Municipal de Loures garantiu ainda ontem que a decisão de alojar nove famílias de etnia cigana à entrada da Quinta da Fonte é para manter já que para Carlos Teixeira "não faz sentido mandar as pessoas para longe do bairro onde vivem e para onde terão de regressar depois de as casas estarem arranjadas".
Contrários a esta situação estão as famílias ciganas e algumas garantem mesmo que "voltar ao bairro está fora de questão”, pois garantem que, se voltarem, vão "ser mortos".
Operação policial esta manhã
Entretanto já esta manhã uma pessoa foi detida e três caçadeiras e uma espingarda ilegais foram apreendidas como resultado de uma operação de fiscalização às viaturas das famílias ciganas que pernoitaram junto à Câmara Municipal de Loures.
Segundo o comandante da PSP de Loures, tratou-se de uma "operação especial de prevenção criminal" relacionada com a nova lei das armas, que está a ser coordenada com o Ministério Público, e que nada tem a ver com o facto de estas pessoas terem passado a noite junto à autarquia.
Esta operação já estava planeada, independentemente do local em que se encontrassem as famílias ciganas do Bairro Quinta da Fonte, referiu o comandante da PSP.
Entre as 7.20 horas e as 10 horas foi detida uma pessoa por posse ilegal de arma e apreendidas três caçadeiras e uma espingarda numa operação que contou com cerca de 50 elementos da PSP de Loures.
A contestação foi decidida depois de na reunião que a autarquia de Loures manteve ontem com o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Governadora Civil e Segurança Social, ter ficado decidido que nove famílias que ficaram com as suas casas vandalizadas iriam ser realojadas em tendas de campanha à entrada da Quinta da Fonte.
As 73 famílias, num total de 200 pessoas, concentraram-se diante da Câmara Municipal de Loures desde as 17 horas de ontem e ali passaram a noite ao relento, deitados em colchões e embrulhados em cobertores.
A intenção destas famílias é manterem-se no local e continuar a dormir ao relento até que o Governo arranje outra situação.
Recorde-se que o presidente da Câmara Municipal de Loures garantiu ainda ontem que a decisão de alojar nove famílias de etnia cigana à entrada da Quinta da Fonte é para manter já que para Carlos Teixeira "não faz sentido mandar as pessoas para longe do bairro onde vivem e para onde terão de regressar depois de as casas estarem arranjadas".
Contrários a esta situação estão as famílias ciganas e algumas garantem mesmo que "voltar ao bairro está fora de questão”, pois garantem que, se voltarem, vão "ser mortos".
Operação policial esta manhã
Entretanto já esta manhã uma pessoa foi detida e três caçadeiras e uma espingarda ilegais foram apreendidas como resultado de uma operação de fiscalização às viaturas das famílias ciganas que pernoitaram junto à Câmara Municipal de Loures.
Segundo o comandante da PSP de Loures, tratou-se de uma "operação especial de prevenção criminal" relacionada com a nova lei das armas, que está a ser coordenada com o Ministério Público, e que nada tem a ver com o facto de estas pessoas terem passado a noite junto à autarquia.
Esta operação já estava planeada, independentemente do local em que se encontrassem as famílias ciganas do Bairro Quinta da Fonte, referiu o comandante da PSP.
Entre as 7.20 horas e as 10 horas foi detida uma pessoa por posse ilegal de arma e apreendidas três caçadeiras e uma espingarda numa operação que contou com cerca de 50 elementos da PSP de Loures.