Feira dos Bruxos na Alfândega do Porto
Porto, 03 Fev (Lusa) - O Centro de Congressos da Alfândega do Porto acolhe, entre quinta-feira e domingo, a III Feira Esotérica dos Bruxos, que conta com a participação de duas dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros, cuja seriedade é garantida pela organização.
"Nesta feira só estarão presentes pessoas que foram escolhidas a dedo e posso assegurar que, se alguém for encontrado a burlar os clientes, será imediatamente afastado", assegurou hoje Mestre Alves, promotor da iniciativa, em declarações à Lusa.
Este cuidado especial na selecção dos participantes justifica-se porque, salientou o mestre, a feira pretende "desmistificar o que as pessoas pensam sobre o mundo do oculto".
"Queremos mostrar que há pessoas sérias neste meio porque sabemos que muita gente já não acredita e até tem medo devido à quantidade de charlatães que existe", afirmou.
Mestre Alves assegurou que na feira "só estão presentes profissionais de confiança, pessoas honestas, sem palhaçadas".
"A feira servirá para demonstrar as mentiras que existem", assegurou.
Segundo o responsável pela iniciativa, "a esmagadora maioria das pessoas que lançam búzios e cartas não o sabem fazer".
"É preciso alertar as pessoas que vão às consultas que não é necessário dizerem o nome e a data do nascimento. Isso não é preciso para nada quando as pessoas sabem o que estão a fazer", alertou.
Por outro lado, Mestre Alves salientou a necessidade de se fazer a distinção entre as pessoas que trabalham no mundo oculto, como os bruxos e os médiuns, e os que exercem no mundo esotérico, designadamente os tarólogos e os cartomantes.
"Os primeiros têm qualidades que nascem com eles, enquanto os segundos têm que aprender a sua arte", salientou.
Lamentou ainda que, em muitos casos, as pessoas exerçam "sem estarem devidamente formadas".
A III Feira Esotérica dos Bruxos estará patente no antigo edifício da Alfândega do Porto entre quinta-feira e domingo, das 11:00 às 23:00.
O certame conta com duas dezenas de stands, onde vão trabalhar especialistas portugueses, mas também outros oriundos de Angola, Brasil e Itália.
A entrada custa dois euros e os lucros revertem para uma instituição de solidariedade, ainda não revelada pela organização do evento.
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