FENPROF defende alargamento da rede pública de jardins-de-infância
Apenas 39 por cento das crianças entre os três e os cinco anos frequentam jardins-de-infância públicos, uma realidade que a Federação Nacional de Professores (FENPROF) pretende ver alterada, com o alargamento da rede pública pré-escolar.
A FENPROF realizou hoje uma acção de rua na Baixa de Lisboa para alertar a população para a importância da manutenção e alargamento do ensino pré-escolar, que afirma contribuir para a diminuição do abandono e insucesso nas escolas.
A Campanha Nacional em Defesa da Rede Pública de Educação Pré- Escolar, levada a cabo pela FENPROF, CGTP e Movimento Democrático de Mulheres, pretende que sejam criadas condições para que todas as crianças entre os três e os cinco anos possam frequentar o pré- escolar "num estabelecimento público, gratuito e de qualidade".
"Neste momento, muitas crianças não têm acesso aos jardins-de- infância públicos, frequentados apenas por 39 por cento dos miúdos", disse à agência Lusa Maria do Céu Silva, coordenadora da FENPROF para a educação pré-escolar.
Esta estrutura de professores defende ainda que seja tornada obrigatória a frequência de jardins-de-infância por parte de todas as crianças com cinco anos de idade, imediatamente antes do início da primária.
Para a FENPROF, é também necessário que sejam alargados os horários da rede pública de pré-escolar e que os ateliers de tempos livres sejam assegurados por funcionários com formação, depois terminarem as actividades pedagógicas, a cargo dos professores.
"A nível nacional, há ainda muitos jardins-de-infância que não têm a qualidade desejável, nomeadamente porque não têm espaços onde possam decorrer os tempos livres e as crianças acabam por ficar muito tempo no mesmo espaço", afirmou Maria do Céu Silva.
A campanha teve início em Fevereiro, quando se comemoraram os 28 anos de criação da rede pública de jardins-de-infância, e irá decorrer até ao final do ano, com a distribuição de folhetos aos pais e a realização de outras acções de rua.