País
Fidelidade garante que não está a recusar indemnizações às vítimas do Elevador da Glória
A Fidelidade rejeitou esta quarta-feira estar a recusar indemnizar as vítimas e as famílias afetadas pelo acidente do Elevador da Glória, em Lisboa. Em comunicado, a seguradora afirma manter o compromisso com a justa indemnização dos lesados e lamenta que "algumas expressões" utilizadas em peças processuais "possam ter causado sofrimento acrescido".
A reação surge depois de ter sido noticiado que a companhia contestou, em tribunal, o pedido de 125 mil euros apresentado pela família de uma das 16 vítimas mortais, relativo à compensação pela perda do direito à vida. Na contestação, a Fidelidade considerou que se trata de uma quantia muito alta tendo em conta "o critério de uniformização do valor da vida humana" e argumentou que o Elevador da Glória não podia ser considerado um meio de transporte altamente confiável.
A seguradora sustenta agora que as "citações divulgadas foram retiradas de peças processuais que devem ser lidas no seu conjunto" e que excertos isolados podem transmitir uma imagem incorreta da sua posição.
A seguradora sustenta agora que as "citações divulgadas foram retiradas de peças processuais que devem ser lidas no seu conjunto" e que excertos isolados podem transmitir uma imagem incorreta da sua posição.
Reconhece também que, "na dinâmica processual, as alegações das partes nem sempre assumem as formulações mais felizes, sobretudo perante situações de profundo sofrimento humano" e "lamenta que algumas expressões possam ter causado sofrimento acrescido às vítimas e às suas famílias".
No processo judicial em causa, a Fidelidade afirma ter apresentado "uma proposta de várias centenas de milhares de euros, fundamentada nos critérios legais e jurisprudenciais aplicáveis e validada pela Comissão Técnica Independente".
A seguradora esclarece ainda que a compensação pela perda do direito à vida é apenas uma das componentes de uma indemnização por morte, à qual podem acrescer outros danos patrimoniais e não patrimoniais.
No processo judicial em causa, a Fidelidade afirma ter apresentado "uma proposta de várias centenas de milhares de euros, fundamentada nos critérios legais e jurisprudenciais aplicáveis e validada pela Comissão Técnica Independente".
A companhia sublinha que a diferença entre o valor proposto e o reclamado não significa uma recusa de indemnizar.
Defende que a aplicação de critérios jurisprudenciais não representa uma avaliação do valor de uma vida humana e considera que a exposição mediática do acidente não deve determinar o montante das indemnizações.
Defende que a aplicação de critérios jurisprudenciais não representa uma avaliação do valor de uma vida humana e considera que a exposição mediática do acidente não deve determinar o montante das indemnizações.
A seguradora esclarece ainda que a compensação pela perda do direito à vida é apenas uma das componentes de uma indemnização por morte, à qual podem acrescer outros danos patrimoniais e não patrimoniais.
Quatro famílias chegaram a acordoDesde o acidente, a Fidelidade suportou diretamente ou assumiu cerca de 2,5 milhões de euros em indemnizações e despesas relacionadas com a tragédia, avançou.
Segundo a seguradora, foram alcançados acordos com as famílias de quatro das 16 vítimas mortais. Oito processos estão em negociação, um encontra-se em fase judicial, outro está em regularização no âmbito de acidentes de trabalho, com pagamento de pensões provisórias, e dois aguardam documentação.
As 24 pessoas feridas continuam a receber acompanhamento, estando a avaliação definitiva dos danos dependente da consolidação clínica das respetivas situações.
A Fidelidade afirma ter assegurado apoio aos feridos e às famílias desde o primeiro momento, garantindo que continuará a cumprir as suas responsabilidades. A companhia acrescenta que não pretende voltar a pronunciar-se publicamente sobre o processo judicial, invocando a confidencialidade e a privacidade das vítimas e dos seus familiares.
O descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos. As investigações às causas do acidente e os processos de indemnização continuam em curso.
Segundo a seguradora, foram alcançados acordos com as famílias de quatro das 16 vítimas mortais. Oito processos estão em negociação, um encontra-se em fase judicial, outro está em regularização no âmbito de acidentes de trabalho, com pagamento de pensões provisórias, e dois aguardam documentação.
As 24 pessoas feridas continuam a receber acompanhamento, estando a avaliação definitiva dos danos dependente da consolidação clínica das respetivas situações.
A Fidelidade afirma ter assegurado apoio aos feridos e às famílias desde o primeiro momento, garantindo que continuará a cumprir as suas responsabilidades. A companhia acrescenta que não pretende voltar a pronunciar-se publicamente sobre o processo judicial, invocando a confidencialidade e a privacidade das vítimas e dos seus familiares.
O descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos. As investigações às causas do acidente e os processos de indemnização continuam em curso.