Fogo de Vouzela dominado mas com risco de reacendimentos

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Fogo de Vouzela dominado mas com risco de reacendimentos

Está dominado o incêndio de Vouzela, que era desde quinta-feira o maior fogo no país. Cerca de 1.200 bombeiros continuam no terreno. O estado do tempo é decisivo para as próximas horas. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Inês Moreira Santos, Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

Foto: Paulo Cunha - EPA

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RTP /

Risco de incêndio obriga CP a interromper comboios temporariamente

O risco de incêndio obrigou a CP a interromper ou a reter comboios de forma temporária, pelo impacto das altas temperaturas na linha ferroviária, anunciou a empresa, garantindo estar em contacto com a Proteção Civil.

Além da supressão de seis comboios Intercidades tanto no sábado e como este domingo, a circulação tem sido afetada por interrupções noutras ligações.

Num esclarecimento sobre o impacto do calor extremo na operação dos últimos dias, a CP explica que "os efeitos das altas temperaturas não se limitam ao material circulante", podendo "afetar diferentes componentes da infraestrutura ferroviária, ao nível dos sistemas de sinalização, catenária, aparelhos de mudança de via e outros equipamentos fundamentais para a circulação segura dos comboios".

O risco de incêndio que daí decorre "pode, e tem, originado interrupções e/ou retenções temporárias de comboios em determinados locais da rede ferroviária", justifica a empresa de transporte, dizendo tratar-se "de uma realidade conhecida e transversal aos operadores ferroviários europeus, que enfrentam dificuldades acrescidas sempre que se verificam fenómenos meteorológicos extremos".

Relativamente às ligações que se mantêm, a CP garante ter em curso "um conjunto de medidas preventivas destinadas a minimizar riscos e a assegurar as melhores condições possíveis de conforto e assistência durante as viagens".

Entre essas medidas está a decisão de, em alguns comboios de longo curso (ou seja, Intercidades e Alfa), bloquear a venda de lugares "em horários considerados mais críticos" para as composições terem menos passageiros, bem como em reforçar o acompanhamento da operação e disponibilizar mais água em vários pontos da rede, elenca a empresa.

O jornal Público noticia hoje que algumas supressões se devem à falta de manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram em circulação, mas a empresa assegura que a manutenção tem sido realizada.

No comunicado, a CP admite que "algumas séries de material circulante, em virtude da sua antiguidade, apresentam limitações face aos atuais padrões de climatização" e assegura que está a tomar "medidas operacionais para minimizar o impacto destas condições extremas".

"Os comboios parqueados são mantidos com as cortinas fechadas e/ou janelas abertas, de forma a reduzir o aquecimento das composições sem ar condicionado" e nos comboios com sistemas de refrigeração, "sempre que operacionalmente viável, os equipamentos permanecem ligados durante os períodos de estacionamento, garantindo níveis de conforto mais adequados para os passageiros".

Reconhecendo "os constrangimentos existentes", a CP garante que "não está em causa a manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram a circular e que as manutenções periódicas de todo o material circulante são escrupulosamente realizadas pela empresa, incluindo a manutenção dos sistemas de climatização".

Segundo o site da CP, hoje e no sábado não circularam os Intercidades entre Lisboa Santa Apolónia e Guarda (com partida às 12:30), entre a Guarda e Lisboa Santa Apolónia (12:48), entre Lisboa Santa Apolónia e Porto Campanhã (15:30), entre Porto Campanhã e Lisboa Santa Apolónia (12:45), entre Lisboa Oriente e Faro (14:02) e entre Faro e Lisboa Oriente (14:15).

Neste comunicado, a CP não especifica que outros comboios foram suprimidos ou que tiveram de ser retidos temporariamente, estando a Lusa a aguardar resposta sobre o assunto.

(C/LUSA)
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Incêndio de Vouzela já não tem frentes ativas

Três dias depois, está controlado o incêndio de Vouzela. Não tem, neste momento, nenhuma frente ativa.

Mesmo assim, há a preocupação de novos reacendimentos e por isso continuam no terreno mais de mil operacionais e sete meios aereos.

Este era o fogo que mais preocupava as autoridades. Chegou a alocar 17 meios aéreos e mais de 1.400 operacionais. Começou às 3h00 da madrugada de quinta-feira.

Este incendio fez com que ardessem mais mais de 13 mil hectares de floresta e de mato entre o distrito de Viseu e Aveiro.
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Sul da Europa enfrenta início precoce da época de fogos florestais

O sul da Europa está a braços com o início precoce da época de grandes incêndios florestais, potenciados pela onda de calor que assola o continente, mas também por comportamentos negligentes.

Portugal regista o maior incêndio em termos de área ardida, com o fogo que se iniciou em Vouzela e consumiu parte da serra do Caramulo, a registar mais de 13 mil hectares de área ardida e a mobilizar milhares de operacionais no combate às chamas.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, tendo recebido ajuda de Itália, que enviou dois aviões Canadair, e de Espanha, que enviou um Canadair e meios terrestres.

Em França um fogo na região dos Pirinéus-Orientais, sudeste do país, já queimou 1.350 hectares desde sábado numa zona de difícil acesso junto ao maciço de Canigou, com o vento e o calor a dificultar o combate às chamas, que motivaram retiradas de pessoas.

Na região, em alerta laranja devido ao calor, as temperaturas podem atingir os 40ºC em alguns locais, apenas uma semana depois de uma onda de calor histórica no país.

O sul de França já tinha enfrentado dois incêndios no início da última semana, tendo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, manifestado a sua preocupação com a época de incêndios que arrancou "com um mês de avanço".

Os bombeiros apontam origem humana na maioria dos fogos, mas as vagas de calor e a seca, efeitos das alterações climáticas, favorecem a sua progressão.

Do outro lado da fronteira, em Espanha, na região da Costa Brava na Catalunha, um incêndio que hoje foi dado como dominado já consumiu 2.200 hectares, mas os bombeiros estão preocupados com as temperaturas altas que se fazem sentir e a persistência de pequenos focos.

Ao início da tarde as autoridades levantaram as restrições impostas a uma dezena de localidades próximas de Girona, permitindo aos habitantes regressar as suas casas.

As autoridades suspeitam de negligência na origem do incêndio e detiveram um trabalhador suspeito de ter usado uma máquina em zona proibida.

Na Grécia, um incêndio numa fábrica de reciclagem junto a Tessalónica levou as autoridades a ordenar aos habitantes que permanecessem em casa e fechassem portas e janelas para evitar respirar o fumo tóxico saído do local, depois de ter sido atingido pelas chamas de um fogo florestal que chegou aos arredores da segunda maior cidade do país.

O incêndio motivou ainda alertas para evacuação em três subúrbios e numa unidade de acolhimento de pessoas com necessidades especiais e provocou estragos em empresas e habitações.

Um homem de 76 anos foi detido por suspeitas de negligência e de ter iniciado o fogo com faíscas geradas pelo seu veículo, que incendiaram vegetação próxima à estrada, devendo comparecer em tribunal ainda hoje.

Este incêndio acontece dias depois de um outro, que provocou a morte a um rapaz de 12 anos e do seu pai.

O risco de incêndio no país para hoje permanece elevado devido às elevadas temperaturas e ao vento forte.

(Agência Lusa)
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Fogo de Vouzela está dominado, mas há risco de reacendimentos

O incêndio que se iniciou em Vouzela às 03h04 de quinta-feira está, neste momento, dominado e a situação está "mais calma", mas com risco de reacendimentos, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima, adiantou que o incêndio, que começou em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro, estava dominado às 12:40.

No entanto, continua a existir muitos reacendimentos em todo o perímetro a que os bombeiros têm de acorrer rapidamente.

Francisco Lima alertou, contudo, que a situação ainda está longe de estar resolvida. "Apesar de tudo estar muito mais calmo, é a partir desta hora que as coisas se começam a complicar. Continuamos com todos os meios no terreno para combater os reacendimentos e evitar que tudo se complique", reforçou.

O presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, mostrou-se mais tranquilo com o evoluir positivo do fogo, mas frisou que existem "muitos pontos quentes, ao longo de vários quilómetros", o que é uma preocupação devido aos reacendimentos.

"Os bombeiros estão sempre a correr para resolver as coisas rapidamente e impedir novas progressões", afirmou à Lusa o autarca.

(Agência Lusa)
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Força Aérea portuguesa aposta em satélites para vigiar incêndios

No apoio ao combate a incêndios, a Força Aérea portuguesa tem vindo a apostar em satélites de observação da terra.

Os satélites foram colocados em órbita nos meses de março e de maio. Estão equipados com tecnologia de radar de abertura sintética.

No final de outubro, serão lançados mais dois satélites. Vão permitir reforçar a monitorização do território e do espaço marítimo.

Os satélites contribuem para o reforço da segurança e também têm um papel fundamental no apoio ao combate aos incêndios.

As imagens recolhidas pelos satélites permitem calcular mapas de risco e monitorizar a extensão dos fogos.

Imagens que possibilitam também apoiar a criação de modelos para regenerar os territórios depois dos incêndios.
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Esquadra de Cavalaria da GNR atenta a incêndios na Serra do Marão

Portugal está em estado de alerta devido do risco de incêndio e a prevenção é principal aposta. Na Serra do Marão, a Esquadra de Cavalaria da GNR patrulha diariamente a zona. Até porque esta é uma área de risco: registou no ano passado mais de uma centena de ocorrências.

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Dominado fogo que ameaçou casas em Santo Tirso

O incêndio que lavrava desde sábado em Santo Tirso, no distrito do Porto, e chegou a mobilizar mais de uma centena de operacionais e um meio aéreo foi dominado durante a manhã, disse fonte dos bombeiros locais.

"O incêndio foi dominado e os meios permanecem no local para consolidação de rescaldo", disse a adjunta do comandante dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, Olga Ribeiro, num ponto de situação à Lusa, cerca das 13:15.

Quanto à bombeira ferida que, após uma queda, no sábado, foi encaminhada para o Hospital do Médio Ave, Olga Ribeiro revelou que está estável e teve alta.

O incêndio foi considerado dominado às 12:35.

Antes, cerca das 09:30, o comandante dos bombeiros de Santo Tirso, Pedro Santos, indicou a expectativa de que este incêndio entrasse na fase de rescaldo ainda durante a manhã e sublinhou que não havia casas em risco, explicando o reforço de meios como medida de precaução.

"Efetivamente chegámos a mobilizar uma equipa de combate a incêndios urbanos por causa do risco do fogo chegar às casas, mas não temos relatos de que tenha acontecido algo nesse sentido. Há um flanco ativo neste momento que está a ceder aos meios", disse Pedro Santos.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para este incêndio continuam mobilizados 85 operacionais, apoiados por 27 veículos e um meio aéreo.

(Agência Lusa)
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Onda de calor. Manutenção do estado de alerta na próxima semana "está em cima da mesa"

O Governo pondera manter o estado de alerta na próxima semana. O ministro da Administração Interna avisa que o país ainda tem pela frente vários dias de calor. A Proteção Civil alerta para a previsão de trovoadas secas que podem provocar incêndios.

Foto: Nuno Patrício - RTP

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Incêndio de Vouzela. Arrefecimento noturno ajudou na consolidação

Já não há frentes ativas no incêndio de Vouzela, que era desde quinta-feira o maior fogo no país. Cerca de 1.200 bombeiros mantêm-se no terreno. O estado do tempo é decisivo para as próximas horas.

As máquinas de rastos começaram a atuar bem cedo, tal como os meios aéreos que consolidam o combate. Um apoio que tem estado a ser reforçado com forças espanholas, ao todo 120 operacionais.

É esse trabalho de vigilância que se faz agora em Tondela. Pretende-se evitar reativações, sobretudo perto das casas.

Em Oliveira de Frades, é visível a destruição causada pelas chamas. Mas também aqui, por agora, o combate está a ser mais favorável, sem frentes ativas.

É aqui que está localizado um posto de reabastecimento de retardante.

Este incêndio deflagrou na quinta-feira em Vouzela e propagou-se a outros três concelhos: Oliveira de Frades, Tondela e Águeda. Já arderam perto de 14 mil hectares.
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Aviso vermelho alargado hoje a Bragança e Guarda aplicando-se a nove distritos

Bragança e Guarda juntam-se ao grupo de distritos que estão hoje sob aviso vermelho devido ao calor, aumentando de sete para nove o número de distritos, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A anterior informação do IPMA colocava hoje sete distritos de Portugal continental sob aviso vermelho (o mais grave numa escala de três), nomeadamente Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco.

Posteriormente, o IPMA colocou também hoje os distritos de Bragança e Guarda sob aviso vermelho de tempo quente, com "persistência de valores extremamente elevados da temperatura máxima".

O aviso vermelho para estes dois distritos -- Bragança e Guarda -- vigora desde as 09:18 de hoje até às 23:00 de segunda-feira, período que também se aplica a Castelo Branco e Portalegre.

Os outros cinco distritos, designadamente Évora, Beja, Santarém, Lisboa e Setúbal, estão sob aviso vermelho até às 23:00 de hoje, de acordo com informação do IPMA.

Os restantes nove dos 18 distritos de Portugal continental, nomeadamente Viseu, Porto, Faro, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave), a maioria até às 23:00 deste domingo.

O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.

(Agência Lusa)
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Incêndio de Vouzela já sem frentes ativas

Apesar de ainda não ter sido dado como controlado, o incêndio de Vouzela já não tem frentes ativas, sendo a principal preocupação neste momento controlar os pontos quentes e evitar reativações.
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GNR detém homem suspeito de provocar incêndio por negligência em Alvaiázere

Um homem de 62 anos foi detido pela Guarda Nacional Republicana por suspeita de provocar um incêndio rural por negligência, na localidade de Cortiça, no concelho de Alvaiázere, distrito de Leiria, informou aquela força policial.

Segundo um comunicado do Comando Territorial da GNR de Leiria, os militares foram alertados para um foco de incêndio rural na localidade de Cortiça, na sexta-feira.

Após chegarem ao local e no decorrer das "diligências policiais e da avaliação das causas", "apurou-se que o fogo teve origem na realização de trabalhos agrícolas com o uso de uma roçadora com disco".

O incêndio consumiu uma área estimada de 250 metros quadrados de mato rasteiro antes de ser extinto, informa a GNR.

O detido foi constituído arguido e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Alvaiázere.

c/ Lusa
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Bombeiros espanhóis em Tondela explicam principais dificuldades no combate

Em Tondela, a equipa que veio de Espanha para ajudar no combate às chamas continua no local, apesar de a situação já estar mais calma.

À RTP, um dos bombeiros espanhóis explicou que os trabalhos são agora de defesa de pontos sensíveis junto às casas localizadas mais perto das áreas florestais.

A equipa espanhola está também a evitar reacendimentos devido ao calor e ao vento.

No total, são 120 operacionais vindos do país vizinho para ajudar, apoiados por 45 meios terrestres.
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Autarquia de Vouzela acredita que fogo possa ser dominado esta tarde

As condições de combate às chamas em Vouzela estão agora mais favoráveis. O vice-presidente da Câmara acredita que até a meio da tarde o fogo possa estar dominado.

“Está efetivamente mais calmo, ainda não está dominado, ainda nos dá algumas preocupações, pelo menos duas das frentes”, em Águeda e Vouzela, explicou Marco Dias.

“Acredito que vá continuar a dar-nos algumas preocupações pelo menos até às 15h00 ou 16h00”, referiu, em declarações à RTP.

O responsável disse ainda que “os meios de Proteção Civil estão a fazer um trabalho de prevenção com máquinas de rasto”.

“Ainda há pontos quentes e chama ativa”, alertou, acrescentando que “o vento tem sido muito imprevisível” mas que “neste momento acalmou”.


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Fogo de Vouzela continua ativo com uma das frentes dominada

O incêndio que lavra há três dias em Vouzela continua ativo, com uma frente de fogo maioritariamente em consolidação e a outra dominada, mobilizando ainda 1.200 operacionais e centenas de meios terrestres, segundo a Proteção Civil.

Vários meios aéreos permanecem no local, onde a madrugada foi favorável ao combate, com a humidade um pouco mais elevada.

Numa das frentes, o incêndio está "80% dominado, em consolidação e vigilância, e 20% ativo, com intensidade moderada", disse esta manhã à agência Lusa o comandante regional de Emergência e Proteção Civil Simão Velez.

O responsável salientou que permanecem "alguns pontos com potencial para reativação forte".

Quanto à segunda frente do incêndio, encontra-se já "100% em consolidação e vigilância", acrescentou.

c/ Lusa
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Família fica desalojada após incêndio em habitação no concelho de Ponte de Sor

Um casal e um filho ficaram hoje desalojados devido a um incêndio que deixou a casa que habitavam, no concelho de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, sem condições de habitabilidade, indicou fonte da Proteção Civil.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo adiantou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 05:26, eclodiu na casa localizada na Rua Senhor das Almas, em Galveias.

Segundo a mesma fonte, o incêndio foi dado como dominado às 06:28, estando a decorrer trabalhos de rescaldo desde as 06:55.

A fonte da Proteção Civil disse que esta família, constituída por dois homens, de 48 e 19 anos, e uma mulher de 55, vai ser realojada temporariamente pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.

O combate às chamas mobiliza 16 operacionais dos Bombeiros de Ponte de Sor, GNR e Serviço Municipal de Proteção Civil, apoiados por sete veículos.
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Sete distritos continuam hoje sob aviso vermelho

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém hoje sete distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido à onda de calor, menos seis do que no sábado.

Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo - até às 23:00 - nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco.

Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria passaram a estar sob aviso laranja, o segundo nível mais grave.

Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real continuam também hoje sob aviso laranja, devido à persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima.

Na Madeira, também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA mantém para hoje o aviso laranja nas regiões montanhosas, prolongando-o até às 18:00 de terça-feira, enquanto o resto da ilha da Madeira e o Porto Santo se encontram sob aviso amarelo, que se estende igualmente até às 18:00 de terça-feira.

O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
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Mais de 1.300 operacionais combatem dois principais fogos rurais

Mais de 1.300 operacionais combatiam pelas 8h00 deste domingo os dois principais incêndios no continente, com o de Vouzela (distrito de Viseu) a concentrar o maior número de meios, indica a Proteção Civil.

De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estavam no terreno a essa hora 1.334 operacionais e 447 meios terrestres nos dois incêndios significativos em curso.

O incêndio de Vouzela, distrito de Viseu - que deflagrou na quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra e se propagou depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro -, mobilizava 1.200 operacionais e 407 meios terrestres.

O incêndio de Vouzela continua o mais preocupante no país depois de ter queimado 13 mil hectares, pelo que agrega os meios de combate enviados pela Europa, disse no sábado o comandante nacional de Proteção Civil.

"O fogo de Vouzela continua o mais complexo", reconheceu Mário Silvestre.

Já o incêndio florestal no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, era combatido por volta das 8h00 por 134 operacionais e 40 meios terrestres.

O alerta para o incêndio, que lavra na União das Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave, foi dado às 15h22 de sábado, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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