Fogo destrói uma dezena de processos no Tribunal de Tavira
Um incêndio, que se suspeita de origem criminosa, destruiu hoje de manhã cerca de uma dezena de processos arquivados que se encon travam no Tribunal Judicial de Tavira, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros da cidade.
Os processos encontravam-se numa cela, cuja janela se encontrava partid a, revelou à agência Lusa o 2º comandante dos bombeiros de Tavira, Jorge Domingo s, esclarecendo que os documentos se encontravam naquela sala, que habitualmente serve para manter detidos em julgamento, devido às obras que decorrem no tribun al.
Segundo a mesma fonte, os alegados incendiários serviram-se de um cordã o, que embeberam em combustível, que se encontrava estendido entre a janela e o local em que se encontravam os processos, desconhecendo-se se chegaram a entrar no edifício.
"No local cheirava fortemente a gasolina", adiantou a fonte dos bombeir os, que disse desconhecer o tipo de processos que arderam e se se encontravam ou não activos.
Quando os bombeiros chegaram ao local, pouco antes das 08:00, já o fogo se encontrava extinto, por uma brigada da PSP chegada ao local pouco antes, que recorreu a extintores, pelo que se limitaram a fazer a extracção do muito fumo existente.
Em declarações à Lusa, a juíza presidente do Tribunal de Tavira, Ana Mó nica Pavão, disse desconhecer que processos foram destruídos, mas adiantou que j á se encontravam inactivos, pelo que nenhum deles estava em fase de julgamento o u recurso.
"Quando cheguei ao tribunal, havia uma janela que se destacava das outr as porque estava aberta", disse, sublinhando que será feito agora um inventário do material destruído e escusando-se a confirmar se arderam uma dezena de proces sos.
"Alguns dos processos estavam queimados apenas na capa e encontrei um c enário em que estavam todos espalhados pelo chão, uns cinzentos, outros negros", descreveu a juíza presidente.
A investigação do caso foi entregue à Polícia Judiciária de Faro.