Francisco Louçã faz campanha contra o desemprego em Braga
O candidato presidencial Francisco Louçã elegeu hoje o desemprego como tema do seu dia de campanha em Braga, por ser o que mais preocupa o distrito.
O desemprego "é a prioridade mais imediata", afirmou o candidato após t er distribuído propaganda eleitoral à porta da empresa Grundig, acrescentando qu e faz falta "uma política de solidariedade que marque a diferença".
Para o problema do desemprego não há uma solução milagrosa, admitiu, ma s devem ser tomadas medidas, como formação, acompanhamento de trabalhadores, mud anças na educação ou formas de evitar deslocalização de empresas.
à porta da Grundig, uma empresa com cerca de 600 trabalhadores, o candi dato ouviu algumas queixas sobre a falta de emprego, o que já tinha acontecido d uas horas antes, numa acção de rua em Guimarães.
Um homem, de 59 anos, contou-lhe que está desempregado e que agora não tem direito à reforma e não arranja outro emprego. Francisco Louçã disse-lhe dep ois que actualmente são cerca de 50 as pessoas que em cada dia ficam desempregad as.
Em Guimarães, o candidato foi confrontado algumas vezes com acusações d e populares de que é demasiado crítico em relação a Cavaco Silva, ao que respond eu sempre que a critica é normal em democracia.
"Engoliu a cassete do Cavaco", disse-lhe um, enquanto outro lhe pedia p ara "atacar o primeiro-ministro e não Cavaco Silva", ou uma mulher lhe garantia que as pessoas estão fartas "de os ouvir dizerem mal uns dos outros".
Louçã teve ainda tempo para depois consolar uma mulher que, de lágrimas dos olhos, se queixava da burocracia que impede o marido de receber uma reforma .
O candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda também tem feito das baixas reformas e da eventualidade de deixar de haver dinheiro para pensões dentro de u ma década, como admitiu esta semana o ministro das Finanças, temas de campanha.
Louçã reconheceu aos jornalistas que resolver esses problemas não é pro priamente a função de um Presidente da República. "Mas não deixo de ter responsa bilidade para com essas pessoas", concluiu.
O candidato voltou a criticar o Código do Trabalho e acusou os restante s candidatos de não trazerem para esta campanha a questão do desemprego, usando apenas palavras de circunstância e usando "o povo como se este fosse meramente u m cenário para a campanha".