Funcionamento das finanças de Benfica "mais calmo que o habitual", com menos funcionários e menos utentes

Lisboa, 30 Nov (Lusa) - O funcionamento da repartição de finanças de Benfica, em Lisboa, estava esta manhã "mais calmo que o habitual", com menos funcionários e com menos utentes, devido à greve da Função Pública.

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"Aviso: Por motivos de greve, a secção de IRS/IRS - IVA e número de contribuinte encontra-se encerrada", lia-se num cartaz colocado à entrada do serviço de Finanças de Lisboa número 13, onde às 10:15 da manhã estava apenas a ser atendida uma pessoa.

Em declarações à agência Lusa, Ana Maria Costa, funcionária da secção de cobranças, explicou que "das quatro secções que integram a repartição, uma estava encerrada e as outras três estavam a funcionar a 50 por cento", adiantando que dos 31 funcionários, 16 fizeram greve.

"Não há número suficiente de colegas e as pessoas têm ido embora. Não estive a contabilizar, mas desde as 09:00, já foram embora mais de 12 pessoas que precisavam de serviços da secção de IRS", acrescentou a funcionária.

Uma greve que não afectou Ivone Filipe de Almeida, também ela funcionária pública que hoje fez greve e aproveitou para "vir comprar o selo do carro".

"Hoje o atendimento foi óptimo. Estive pouquíssimo tempo à espera, quem me dera que fosse sempre assim", afirmou à Lusa esta professora, que hoje optou por não dar aulas "como forma de protestar contra os 16 anos em que é professora contratada".

A greve da Função Pública teve início antes das zero horas de hoje na área dos serviços de higiene pública, devido à estrutura do trabalho por turnos, onde a adesão registava, às 23:00 de quinta-feira, índices de cem por cento em mais de dez concelhos, segundo informou o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Segundo Francisco Brás, os turnos nocturnos de recolha de lixo e limpeza de ruas não arrancaram pelo menos em Sintra, Amadora, Coimbra, Loures, Mourão, Vendas Novas, Arraiolos, Évora, Montemor e Almada, enquanto a adesão em Ponta Delgada e Braga rondava, à mesma hora, os 95 por cento.

A greve de hoje conta também com a adesão do Sindicato Independente dos médicos e do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 09 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento.

CSJ.

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