Funcionária da Avis despedida em protesto há três semanas dentro de automóvel
Uma funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Avis (Portalegre) está há três semanas à porta da instituição, dentro de um automóvel, em protesto por ter sido despedida na sequência de um processo disciplinar.
"Ao fim de praticamente três semanas continuo sem saber porque é que fui despedida", disse à Agência Lusa Maximina Nobre, que aguarda por uma explicação da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Avis.
"Até agora ninguém falou comigo sobre este caso", sublinhou.
Maximina Nobre explicou que foi confrontada, no dia 28 de Fevereiro, com uma ordem de serviço para abandonar de imediato o posto de trabalho e com a proibição de entrar nas instalações da Misericórdia.
"Fui posta na rua e proibida de entrar nas instalações da Misericórdia", sublinhou.
Maximina Nobre adiantou que já tentou falar com o Provedor da instituição, por diversas vezes, mas até ao momento continua sem obter qualquer resposta.
A funcionária, que exercia o cargo de encarregada-geral no lar da instituição desde 1979, alegou que a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Avis a despediu por ela se ter recusado a dar uma canja a um idoso que estava com uma paragem gástrica.
"Eu como profissional e zeladora pelo bem-estar dos utentes impedi, por não achar correcto, que dessem uma canja a um utente que estava com uma paragem gástrica e a vomitar", explicou.
Maximina Nobre, que está à porta da instituição desde o dia 28 de Fevereiro, dentro de um automóvel, promete manter o protesto até obter um esclarecimento por parte da Mesa Administrativa da Misericórdia.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Avis, Joaquim Paula Pais, não quis prestar declarações sobre o assunto.